Homem pode ir preso após socorrer imigrante grávida | aRede
PUBLICIDADE

Homem pode ir preso após socorrer imigrante grávida

A mulher deu à luz em um pronto-socorro das proximidades, ela e o bebê passam bem

O caso aconteceu na região de Monginevro/Foto: Reprodução Flickr/Creative Commons
O caso aconteceu na região de Monginevro/Foto: Reprodução Flickr/Creative Commons -

Da Redação

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

A mulher deu à luz em um pronto-socorro das proximidades, ela e o bebê passam bem

O guia de montanha Benoît Duco, que trabalha na região dos Alpes Franceses, pode ser condenado a até cinco anos de prisão por ter ajudado uma gestante de oito meses, imigrante nigeriana, que entrou em trabalho de parto, na neve, enquanto saía da Itália em direção à França. O caso aconteceu na região de Monginevro.

A imigrante, cuja identidade não foi divulgada, estava com seu marido e dois filhos, de dois e quatro anos de idade, quando entrou em trabalho de parto. Duco encontrou a família a quase dois mil metros de altitude, em uma região nevada, e resolveu auxiliá-los: colocou todos em seu carro e queria levá-los até um hospital na cidade de Briançon, a 11 quilômetros de distância, onde a mulher poderia dar à luz de forma tranquila e assistida.

O veículo, porém, foi parado por uma equipe policial, que encaminhou a gestante para o centro médico mais próximo e o guia, por sua vez, teve de acompanhar os agentes até a delegacia. Ele está sendo processado pelo governo francês de “violar as leis imigratórias”, já que teria facilitado a entrada da família de forma ilegal. Agora, ele poderá ficar até cinco anos na prisão pelo crime de tráfico de seres humanos, segundo informou o portal Il Giornale.

A mulher deu à luz em um pronto-socorro das proximidades, ela e o bebê passam bem. 

Questão continental

Por mais que o caso tenha acontecido na França, as duras leis imigratórias e a rejeição a imigrantes, principalmente muçulmanos, acontece em toda a Europa. Uma pesquisa feita em dez países mostra que a maioria dos europeus gostaria de restringir a entrada de imigrantes muçulmanos no continente.

Aproximadamente 55% dos cidadãos entrevistados disseram acreditar que a imigração de países majoritariamente muçulmanos deveria parar. O resultado alarmante foi revelado pela enquete do Instituto Real de Relações Internacionais, em fevereiro de 2017.

 “Os resultados são notáveis e significativos”, escreveu a pesquisa sobre a questão do imigrante. “Eles sugerem que a oposição pública a maiores migrações de países predominantemente muçulmanos não é, de forma alguma, exclusiva aos eleitores de Trump, nos Estados Unidos, mas sim uma ideia relativamente comum”. 

Informações Ultimo Segundo

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right