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Economia do país reage e PIB tem alta de 1%

Resultado, que atingiu R$ 6,6 trilhões, foi impulsionado pela agropecuária, que registrou um crescimento de 13% e representou 70% da alta do PIB

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Fernando Rogala

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Pela primeira vez, nos últimos três anos, o Produto Interno Brasileiro (PIB) cresceu. Depois de dois anos de baixa de 3,5% em 2015 e 2016, a economia brasileira reagiu e fechou 2017 com uma alta de 1% na geração de riquezas, totalizando R$ 6,6 trilhões. É o maior crescimento dos últimos quatro anos, já que em 2014 o incremento foi de 0,5%. Entre os setores que compõem o PIB, foi o setor agropecuário que mais se destacou, acumulando um crescimento de 13%, puxando para cima os índices nacionais – 70% do crescimento nacional foi fruto desse resultado do campo. Os números oficiais foram divulgados nesta quinta-feira, 1º de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.

O setor de serviços também teve um crescimento, na comparação com 2016, de 0,2%. Já a indústria manteve-se estável, apresentando resultado semelhante ao registrado no ano anterior (0,0%). O PIB per capita subiu 0,2% em termos reais, ficando em R$ 31.587. Segundo a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis, a alta na agropecuária decorreu, principalmente, do desempenho da agricultura, com destaque para as lavouras do milho (55,2%) e da soja (19,4%), que registraram recorde em produção. 

O presidente da Sociedade Rural dos Campos Gerais, Edilson Gorte, exaltou os números obtidos no campo e lembrou a importância do agronegócio para toda a sociedade. “Como sempre, nós, da agropecuária, estamos conseguindo levantar o PIB do país. Nos sentimos muito orgulhosos, porque passamos por uma fase muito difícil. Por isso, é importante que todos se conscientizem sobre o quão é importante esse setor para o país”, ponderou. Ele afirmou que a safra deste ano sofreu com o excesso de chuvas e que a produtividade não será tão positiva quanto a registrada na safra anterior. “Apesar disso, a safra vai novamente surpreender. O agronegócio é e vai continuar sendo a alavanca desse país”, completa. 

Entre as atividades que compõem os serviços, o comércio cresceu 1,8%, seguido por atividades imobiliárias (1,1%), transporte, armazenagem e correio (0,9%). Na avaliação do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a alta é modesta e não recupera as perdas do período anterior à crise financeira do país. Contudo, reconhece que é um passo para a reação econômica. “A alta do PIB é pequena na comparação com períodos pré-recessão, mas não está concentrada em um único setor e consolida o processo de recuperação, preparando as condições para um crescimento mais robusto nesse ano de 2018”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Mudanças são necessárias para a sustentabilidade, diz FIEP

Edson Campagnolo, presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), afirmou que a alta de 1% é um importante sinal de recuperação da economia brasileira. Porém, ainda há muito a ser feito para que o país alcance crescimento sustentado em longo prazo. “O desempenho do PIB mostra que, no ano passado, o país superou o pior da crise e vai gradativamente recuperando a atividade econômica”, afirma. “Mas esse resultado ainda foi muito baseado nas quedas dos juros e da inflação, que possibilitaram principalmente a recuperação do consumo. Ainda temos um índice de desemprego bastante elevado e o ritmo de retomada dos investimentos produtivos é lento, fatores que geram alguma incerteza em relação a um crescimento mais consistente nos próximos anos”, acrescenta Campagnolo. Para o presidente da Fiep, o caminho para eliminar essa incerteza é a melhoria no ambiente de negócios do Brasil, como aprimorar o sistema tributário, reduzir a burocracia e adotar outras medidas que estimulem o empreendedorismo.

Michel Temer exalta desempenho

O presidente Michel Temer, em entrevista à Rádio Tupi, revelou que o crescimento representa esperança para o país. “Tudo tem sido crescimento no país. Veja o que aconteceu com a indústria em pouco tempo de governo. De seis meses pra cá, a indústria tem se recuperado, o varejo tem vendido enormemente. E, ao mesmo tempo, não descuidamos dos programas sociais”, informou.

Estimativa para 2018 é de alta de 2,7% 

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estimou hoje (1°), crescimento de 2,7% para a economia brasileira em 2018. A projeção foi feita depois da divulgação dos dados nesta quinta-feira. Confederação acredita que há espaço significativo para a queda dos juros na ponta aos consumidores e ao setor produtivo. “Assim, considerando um cenário ao final do ano, no qual a inflação esteja próxima de 4% e os juros básicos em 6,5%, a entidade revisou de 2,6% para 2,7% sua expectativa de crescimento da economia brasileira para 2018”, disse, em nota.

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