Ano letivo pode iniciar com greve na rede estadual
Assembleia de sábado vai decidir se haverá paralisação no início das aulas, em fevereiro

Os alunos da rede estadual de ensino podem encontrar as escolas fechadas no início do ano letivo. Uma nova paralisação será discutida neste sábado (27) pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Público do Paraná (APP-Sindicato), que já está em estado de greve desde novembro de 2017.
Representantes da APP em Ponta Grossa viajaram nesta quinta-feira (25) para Curitiba, onde participam de uma série de reuniões com as lideranças estaduais da entidade. De acordo com o secretário do sindicato no município, Paulo Rufino, as decisões serão tomadas somente no sábado, em assembleia com início marcado para 8h30. “Nós temos uma pauta com o governo, com uma série de itens, que incluem o Processo Seletivo Simplificado (PSS) e a defasagem nas remunerações. Tudo isso será discutido para que tomemos uma decisão”, disse.
Em comunicado oficial na página da APP-Sindicato, a entidade confirma que a “possibilidade de greve não está descartada”. Além de avaliar o indicativo para a paralisação, os professores irão aprovar um calendário de mobilizações que devem acontecer ao longo do ano. A APP informou ainda que, junto às questões estaduais, os protestos incluem temas nacionais, como a votação da Reforma da Previdência. A assembleia sindical acontece no Espaço Reviver, na Avenida Iguaçu, 830, em Curitiba. Caso haja confirmação da greve, o início das aulas, previsto para o dia 19 de fevereiro, pode ser comprometido.
Em novembro do ano passado, uma assembleia já havia confirmada a possível paralisação por tempo indeterminado na Educação. Na ocasião, a entidade já havia sinalizado uma greve no início do ano letivo de 2018, na tentativa de pressionar o Governo do Estado a ceder às reivindicações da categoria. Entre elas, está o reajuste salarial, a manutenção dos antigos salários aos professores contratados via PSS, e a ampliação da hora-atividade, que é o período destinado aos professores planejar as aulas dentro das instituições de ensino.
Governo vai descontar salários
No caso de uma nova paralisaçã, a Secretaria de Estado de Educação (SEED) vai descontar os salários de quem aderir à greve. Em nota enviado ao Jornal da Manhã, a SEED destacou que é um direito dos estudantes terem todas as aulas previstas no calendário. “A orientação do Governo do Estado em caso de greve de professores e funcionários da educação é pelo lançamento das faltas, conforme já ocorreu em paralisações anteriores. A Secretaria de Estado da Educação reforça que os estudantes têm direito, por lei, a 200 dias letivos e 800 horas/aulas e isso deve ser cumprido ao longo do ano letivo”, disse.





















