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Richa critica gestão do IML e cobra explicação da Sesp

Segundo Beto Richa, não há explicações para atrasos no atendimento do Instituto Médico Legal de PG

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Stiven de Souza

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Em coletiva de imprensa na última terça-feira (23), o governador Beto Richa (PSDB) criticou abertamente a gestão do Instituto Médico Legal (IML) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública, responsável pelo setor.

Richa foi questionado sobre a demora das viaturas em buscar um corpo, na última semana, em um local de morte em Curitiba. No entanto, na resposta, o governador lembrou dos problemas encontrados no IML de Ponta Grossa. 

O governador garantiu que o órgão possui a estrutura necessária para atender a população e que o problema é de gestão. “É o tipo de situação que eu não aceito no Governo. Mas vá lá, se tivesse faltando dinheiro, estrutura, se não tivesse rabecão, transporte para este corpo, vá lá, mas não é o caso. Tem estrutura, tem recursos, então é inaceitável um descaso como este”, disse. “Tivemos problemas parecidos no IML de Ponta Grossa. Isso me irritou sobremaneira, são coisas que não aceito e cobro com muita energia as explicações devidas por quem é responsável por este órgão ou responsável pela secretaria”, completou.

Na entrevista, Richa demonstrou, ainda, profunda insatisfação com o IML e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), revelando um possível racha entre a chefia da pasta e as forças de segurança, mais especificamente a Polícia Militar (PM). “É evidente que existe alguma indisposição nesta Secretaria, com algumas forças policiais também. Não é segredo alguma indisposição com a Polícia Militar em relação à condução da Secretaria em relação a esta corporação, como materiais, equipamentos. Mas estamos procurando se inteirar melhor desta situação antes de qualquer medida ser adotada”, afirmou Richa. 

Com a entrevista, o governador deixou implícita a possibilidade de mudanças no comando da Sesp. O motivo seria a falta de harmonia da Secretaria com a PM e os problemas crônicos no IML. 

IML de PG é alvo de inquérito 

O caso de Ponta Grossa é emblemático: as demoras nos atendimentos do Instituto Médico Legal (IML) gerou tantas reclamações e denúncias que um inquérito civil público foi aberto no Ministério Público do Paraná. A investigação é conduzida pela Promotoria de Patrimônio Público do município. No inquérito, o MP pretende apurar possíveis faltas não justificadas de plantonistas no IML da cidade. 

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