Homicídios no Brasil mataram mais que a guerra na Síria
Os homicídios no país mataram mais do que os crimes do mesmo gênero em oito países sul-americanos somados
Os homicídios no país mataram
mais do que os crimes do mesmo gênero em oito países sul-americanos somados
Os assassinatos no Brasil entre
2001 e 2015 tiraram a vida de mais pessoas no país do que o somatório de mortes
ocorridas nas guerras do Iraque e da Síria, segundo dados publicados nesta
terça-feira em um levantamento feito pelo jornal O Globo. Os dados compõem um
crescimento exponencial da violência nas cidades brasileiras durante o mesmo
período.
Segundo dados do Datasus,
plataforma do Sistema Único de Saúde, ligado ao Ministério da Saúde, 786.870
pessoas foram assassinadas no Brasil entre janeiro de 2001 e dezembro de 2015,
o que corresponde a uma morte a cada dez minutos, informou a publicação.
A título de comparação, 331.765
mortes foram registradas na Síria entre março de 2011 e julho de 2017, de
acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos. Já o projeto Iraq
Body Count (Contagem de Mortos no Iraque, em tradução livre) mostra que 268
pessoas morreram no Iraque entre 2003 e 2017. Somadas as suas guerras, 570.573
pessoas perderam a vida nos dois países que vivem conflitos internos.
Nem mesmo o terrorismo global
matou mais do que os assassinatos no Brasil: o projeto Global Terrorism
Database contabiliza 238.808 mortes decorrentes de atentados entre 2001 e 2016.
Os homicídios no país mataram
mais do que os crimes do mesmo gênero em oito países sul-americanos somados, ou
ao assassinatos registrados no período nos 28 países da União Europeia (UE).
Como estudos anteriores já
demonstraram, 56% do total dos assassinatos no Brasil envolvem pessoas com até
29 anos, e 63% das vítimas são negras ou pardas. As armas de fogo correspondem
a 70% dos homicídios, que envolvem homens em 91% das situações.
Para especialistas, os
indicadores não surpreendem, já que o país possui 25 cidades entre as mais
violentas do planeta, com mais de 40 assassinados por 100 mil habitantes, o que
corresponde a quatro vezes mais que o limite estabelecido pela Organização das
Nações Unidas (ONU) para classificar como epidêmico o nível de homicídios de
uma localidade.
Informações MSN Notícias