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Bomba do atentado em NY teria explodido antes do previsto

A polícia deteve o suspeito logo após uma explosão no túnel que liga as estações de metrô de Port Authority e Times Square

A polícia deteve o suspeito logo após a explosão/Foto: Divulgação Reuters
A polícia deteve o suspeito logo após a explosão/Foto: Divulgação Reuters -

Da Redação

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A polícia deteve o suspeito logo após uma explosão no túnel que liga as estações de metrô de Port Authority e Times Square

Poderia ter sido muito pior. Uma tentativa de atentado terrorista nesta segunda-feira (11) de manhã em Nova York deixou quatro feridos, entre eles Akayed Ullah, de 27 anos, um morador do distrito do Brooklyn, que nasceu no Bangladesh e é residente legal dos EUA, e, de acordo com a polícia, confessou ter construído uma bomba em casa, na semana passada, com a ajuda de seu irmão.

À polícia, Ullah fez declarações de apoio ao grupo Estado Islâmico e afirmou ter agido em represália aos ataques de Israel a Gaza no fim de semana.

A polícia deteve o suspeito logo após uma explosão no túnel que liga as estações de metrô de Port Authority e Times Square, as duas na rua 42, em Midtown Manhattan, das áreas mais movimentadas da maior metrópole americana. O incidente foi registrado às 7h20 da manhã, horário em que milhares de pessoas passam pela área no caminho do trabalho.

Port Authority é o principal terminal de ônibus da cidade, onde circulam cerca de 65 milhões de passageiros por ano. Ainda de acordo com a polícia, a bomba caseira foi amarrada no corpo de Ullah, que usou velcro e plástico, trabalhava próximo da área e teve queimaduras e lacerações graves. Outros três cidadãos tiveram ferimentos mais leves.

As primeiras investigações parecem levar à conclusão de que a bomba explodiu antes do previsto. Tanto o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, quanto o governador, Andrew Cuomo, ambos do Partido Democrata, disseram que a ação rápida da polícia e a sorte evitaram uma tragédia.

Já o presidente Donald Trump, do Partido Republicano, e também nova-yorkino, somente ofereceu uma nota oficial quase seis horas depois do evento, em uma coletiva de imprensa na Casa Branca que terminou de forma contenciosa com a porta-voz Sarah Huckabee Sanders batendo boca com os jornalistas. Pouco depois de ser informado sobre o ataque, ele usou as redes sociais para criticar uma reportagem publicada pelo The New York Times no fim de semana.

O texto girou em torno do hábito de Trump de ver programas de tevê diversos, entre 4 a 8 horas por dia, mesmo depois de ter se tornado presidente da maior potência militar do planeta.

Ações israelenses em Gaza motivaram o agressor

Em Nova York, ainda de acordo com a polícia, Ullah citou recentes ações israelenses em Gaza como um dos motivos centrais para sua tentativa de atentado terrorista.

Os ataques aéreos do fim de semana ocorreram depois de o Hamas disparar mísseis e convocar uma rebelião no mundo islâmico contra a decisão de Washington de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Durante a coletiva, no entanto, Huckabee Sanders, destacou o fato de Ullah ser imigrante e bateu na tecla da necessidade de uma reforma mais dura do sistema de Imigração dos EUA.

Ullah vivia de forma legal nos EUA e teve, de acordo com a polícia, licença para trabalhar como motorista em NY entre 2012 e 2015. Até o fechamento deste texto, não havia informação sobre o em que trabalhava o imigrante originado do país do Sudeste Asiático nos últimos dois anos.

Sobre o Oriente Médio, a porta-voz disse que Trump apenas “teve a coragem de agir em uma decisão aprovada décadas atrás pelo Congresso americano” e “estamos decididos a continuar a exercer nossa liderança no processo de paz na região, e lamentamos se a Autoridade Palestina se retirar da mesa de negociações”.

Informações MSN Notícias 

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