Bombeiros fazem apelo para que motoristas facilitem passagem de viaturas em ocorrências
Segundo a corporação, os carros usam o acostamento de forma irregular ou não percebem a presença das viaturas

Carros que não dão passagem, andam no acostamento ou nem percebem a presença das viaturas. Essa é a realidade com a qual o Corpo de Bombeiros precisa lidar ao sair com as ambulâncias até uma ocorrência em Curitiba e região metropolitana.
Segundo o soldado Fábio Bomm, que trabalha na corporação há 20 anos, a situação está cada vez mais complicada. “Nós enfrentamos grandes dificuldades nos nossos deslocamentos, tanto na capital quanto nas cidades metropolitanas. Os motoristas andam com os vidros levantados, muitas vezes por segurança, rádio ligado, e os motociclistas com fone de ouvido… Fatores que fazem com que eles não fiquem atentos com o toque das sirenes”, disse ele em entrevista à Banda B.
Nas rodovias, de acordo com o soldado, o maior empecilho ainda é o uso irregular do acostamento pelos veículos. “Na falta de paciência com o congestionamento causado por acidentes, os motoristas vão pelo acostamento, dificultando a chegada da ambulância no local, justamente para quem mais precisa. A coisa está bem complicada. No último plantão, nós atendíamos uma ocorrência quando pedimos para que os veículos parassem, mas, por incrível que pareça, as pessoas ‘tacaram’ o carro em cima das equipes”, comentou.
Segundo o Código Nacional de Trânsito, deixar de dar passagem às ambulâncias, quando em serviço de urgência e identificadas por dispositivos como sirenes e iluminação vermelha, é infração gravíssima, sujeita à multa de R$ 191,54 e sete pontos na carteira.





















