Número de crianças mortas em creche de MG é revisado
O autor do ataque Damião Soares dos Santos, de 50 anos, e uma professora, de 43, também morreram

O autor do ataque Damião Soares dos Santos, de 50 anos, e uma professora, de 43, também morreram
Na manhã de ontem (5), um vigia de uma creche municipal em Janaúba, a 559 quilômetros de Belo Horizonte, no norte de Minas Gerais, ateou fogo em crianças e em si mesmo. Cinco alunos morreram. As vítimas, tinham todos 4 anos de idade. Uma professora da unidade e o autor do crime, também morreram. Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 6 crianças haviam morrido. Mas, uma das vítimas que havia sido dada como morta no ataque de ontem, não morreu. Com isso, o número de crianças mortas foi revisado de 6 para cinco.
Segundo os bombeiros, houve um erro de avaliação médica e Cecília Davina Gonçalves Dias, de 4 anos, que estava com parada cardíaca, foi reanimada após manobras de reanimação cardiopulmonar.
O autor do ataque Damião Soares dos Santos, de 50 anos, e uma professora, de 43, também morreram. A educadora teve 90% do corpo queimado. Segundo a Polícia Militar, o vigia jogou álcool nas crianças e nele mesmo e, em seguida, colocou fogo.
Segundo a prefeitura de Janaúba, desde 2008 Damião era vigia noturno da escola, que tem 82 alunos. Ele havia tirado férias de junho a agosto e quando voltou, em setembro, alegou problemas de saúde. Havia ido à escola nesta quinta para entregar o atestado médico à diretora. O vigia tinha problemas mentais, estava sob tratamento médico e já foi internado em um centro de atenção psicossocial.
Na casa do vigia foram achados galões com combustível. Segundo a polícia, ele deve ter escolhido simbolicamente a data desta quinta, que marcou três anos da morte de seu pai. Ele também havia dito à família, na última terça, que “daria um presente a todos, se matando em breve”. A investigação também aponta que Santos seria obcecado por crianças.
Mobilização
Viaturas, bombeiros, policiais militares e civis de ao menos cinco cidades foram acionados. O crime chocou Janaúba, de 66 mil habitantes, e municípios vizinhos, que se mobilizaram. Pelas redes sociais, moradores de Montes Claros ofereceram abrigo, banho e alimentação a parentes de vítimas. “Minha casa fica a 10 minutos da Santa Casa. Quando soubemos da tragédia, nos oferecemos para dar ajuda para quem vier acompanhar os filhos”, contou a cozinheira Edisa Rosa de Andrade, de 40 anos. Ela e a irmã, também voluntária, repassaram números de telefones para conhecidos da região.
Ainda nas redes sociais, a prefeitura de Janaúba pediu ajuda com itens básicos de atendimento, como luvas e jalecos e medicamentos, como morfina e dipirona injetável. Bombeiros também receberam donativos.
Um ônibus foi reservado para transportar doadores de sangue. O Estado ainda providenciou acomodação às famílias e instalou um posto de comando emergencial na cidade.
O governador Fernando Pimentel (PT) foi à cidade para acompanhar os trabalhos. Em viagem ao Pará, o presidente Michel Temer disse que, como pai, reconhece a “perda dolorosa”. A Defensoria e o Ministério Público já estudam medidas cabíveis. “É claro que o dano varia de família para família, dos tipos de ferimentos e sequelas, mas buscaremos acordo para garantir a indenização”, disse Claudijane Gomes, coordenadora da Defensoria em Janaúba.
Informações G1 e MSN Notícias





















