Servidores protestam contra ‘pacotaço’ em Curitiba; clima é tenso
Inconformados com votações, servidores tentam invadir novamente e policiais respondem com bombas

Servidores municipais romperam o primeiro bloqueio policial para acesso à Ópera de Arame, por volta das 10h desta segunda-feira (26). Houve intenso empurra-empurra e os policiais militares precisaram intervir. O clima de tensão. Por volta das 11 horas, foram registraram bombas contra os servidores. Nesse momento, vereadores da oposição ameaçaram deixar o plenário, montado exclusivamente para a votação.
Enquanto os servidores furavam o primeiro bloqueio, em sua maioria mulheres, uma pessoa no caminhão de som dos sindicatos que representam a categoria gritava: ‘Vergonha, vergonha’. Os policiais militares recuaram e, neste momento, os servidores estão concentrados já na entrada da Ópera de Arame, o que gera um clima de tensão ainda maior.
Por volta das 10h30, após receberem a informação da aprovação da retirada de R$ 600 milhões do Fundo Municipal, novo confronto aconteceu e três servidores foram presos, segundo o Sismuc, sindicato que representa a categoria.
Para a Banda B, a diretora do sindicato que representa a categoria, Irene Rodrigues, afirma que o cerco policial teve um custo alto para um momento de recessão. “Vergonha isso aqui, um aparato policial desnecessário, policiais armados, helicópteros sobrevoando, isso tudo por qual motivo? Para confrontar os servidores da saúde, da educação, engenheiros, médicos. Tudo isso teve um custo bem alto para uma Prefeitura de Curitiba que se diz quebrada”, descreveu.
São mais de 1,3 mil lugares, mas apenas cem servidores acompanham a sessão. “Disseram que teriam emendas, que fariam modificações, mas nenhuma emenda da oposição foi debatida. É uma gestão mentirosa”, finaliza.
Informações Banda B.





















