UEPG, UEL e UEM gastam R$ 1,5 bilhão com salários
Somente na UEPG, folha de pagamento dos servidores ultrapassa R$ 240 milhões; no Estado, gastos chegam a 98% do orçamento
Somente na UEPG, folha
de pagamento dos servidores ultrapassa R$ 240 milhões; no Estado, gastos chegam
a 98% do orçamento
Informações divulgadas nesta semana pela RPC TV apontam que
algumas universidades estaduais gastam mais de 98% do orçamento anual com a
folha de pagamento dos servidores. A discussão veio à tona com a resistência
das universidades de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Cascavel (Unioeste) em
aderir ao chamado Meta 4, sistema do governo do Paraná que se propõe a
gerenciar o salário de todos os servidores.
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), segundo o
levantamento, gasta R$ 240 milhões por ano com o salário dos servidores. A UEM
destina R$ 505 milhões ao pagamento do quadro e a UEL gasta R$ 790 milhões à folha
de pagamento – somadas, as três universidades gastam R$ 1,5 bilhão somente com
o pagamento.
No caso da UEL, o valor destinado ao salário dos servidores
ultrapassa os 98% do orçamento anual. O valor é maior do que o orçamento do
município de Ponta Grossa e de outras cidades como Paranaguá, Campo Mourão e
Umuarama, segundo informa a Gazeta do Povo.
A inclusão das universidades estaduais no Meta 4
está prevista em um decreto assinado pelo governador Beto Richa (PSDB) em 2014
e também por uma decisão do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).
Contudo, UEL, UEM e Unioeste são as mais resistentes a aderirem ao plano
alegando que ele fere a autonomia universitária. Por causa disso, o governo
bloqueou o repasse de recursos para essas instituições.