TSE libera ação contra chapa Dilma-Temer para julgamento
Além da cassação da chapa, parecer de procurador orienta que o tribunal também deve considerar a ex-presidente inelegível por oito anos
Além da cassação da
chapa, parecer de procurador orienta que o tribunal também deve considerar a
ex-presidente inelegível por oito anos
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman
Benjamin liberou nesta segunda-feira (15) para julgamento a ação em que o PSDB
pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de
2014. Com a decisão, a ação voltará a ser julgada a partir da semana que vem.
Caberá ao presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, marcar a data da
sessão.
A liberação para julgamento ocorreu após a chegada da
manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE) e das alegações finais das
defesas do presidente Michel Temer e da ex-presidente Dilma Rousseff. O novo
parecer, feito pelo vice-procurador eleitoral, Nicolau Dino, repete o
posicionamento enviado ao TSE em março, antes da interrupção do julgamento. De
acordo com o procurador, além da cassação da chapa, o tribunal também deve
considerar a ex-presidente inelegível por oito anos.
Processo
Após o resultado das eleições de 2014, o PSDB entrou com a
ação, e o TSE começou a julgar suspeitas de irregularidade nos repasses a
gráficas que prestaram serviços para a campanha eleitoral de Dilma e Temer.
Recentemente, Herman Benjamin decidiu incluir no processo o depoimento dos delatores
ligados à empreiteira Odebrecht investigados na Operação Lava Jato. Os
delatores relataram que fizeram repasses ilegais para a campanha presidencial.
Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então
presidenta Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, foram aprovadas com
ressalvas e por unanimidade no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque
o PSDB questionou a aprovação, por entender que há irregularidades nas
prestações de contas apresentadas por Dilma, que teria recebido recursos do esquema
de corrupção investigado na Lava Jato. Segundo entendimento do TSE, a prestação
contábil da presidenta e do vice-presidente é julgada em conjunto.
A campanha de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade e
sustenta que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos
produtos foi documentado e monitorado. A defesa do presidente Michel Temer
sustenta que a campanha eleitoral do PMDB não tem relação com os pagamentos
suspeitos. De acordo com os advogados, não se tem conhecimento de qualquer
irregularidade no pagamento dos serviços.
Informações
Agência Brasil.