Prazo vence e impede entrada de 163 suplentes para a PM
Concurso venceu no último dia 29 de janeiro e candidatos esperam apreensivos. Aprovados teriam ficado de fora após o 'fim' do prazo do concurso

Concurso venceu no último dia 29 de janeiro e candidatos esperam apreensivos. Aprovados teriam ficado de fora após o 'fim' do prazo do concurso
Mesmo após promessa, o governo do Paraná afirma que não poderá incorporar à tropa da Polícia Militar 163 candidatos, classificados como suplentes, aprovados em concurso público realizado em 2012. A Procuradoria-Geral alega que o Estado perdeu o prazo para o chamamento e, por isso, teria que cancelar todo o processo seletivo.
O anúncio da contratação dos funcionários foi feito pelo governador Beto Richa (PSDB) no fim de janeiro deste ano. A notícia foi divulgada em eventos públicos e canais de comunicação oficiais do governo. “A convocação de novos professores e policiais segue as nossas diretrizes de governo para 2017, de melhorar cada vez mais a qualidade do ensino em sala de aula e de aprimorar o combate à violência, reforçando os quadros da polícia”, disse o governador, na ocasião.
O concurso venceu no dia 29 de janeiro e, desde então, os candidatos lutam para assumir os seus postos. “Nós participamos de todas as etapas do processo, desde a prova teórica até os testes físicos. No começo do ano, Richa autorizou a nossa convocação e, na época, o pessoal do governo até nos orientou a pedir demissão e usar o dinheiro da rescisão para comprar o enxoval, que tem todo o material necessário para realizar o curso, e não é barato. Foi o que eu e muitos outros fizemos”, contou um dos aprovados no concurso, que preferiu não se identificar, em entrevista à Banda B.
Nesta semana, no entanto, os candidatos receberam a notícia de que não seriam mais convocados, devido ao prazo perdido por parte do Estado. “O próprio Rossoni [chefe da Casa Civil] falou que o governador havia sido induzido a se pronunciar sobre a contratação sem condições de fazê-lo. E agora, como nós ficamos? A nossa principal preocupação é a dificuldade financeira… Por enquanto não é o meu caso, mas tenho colegas que têm filhos e estão sem dinheiro para criá-los”, completou.
De acordo com ele, a última notícia sobre o caso dava conta de que o concurso seria cancelado e que os aprovados seriam deixados para trás. “Nós recebemos como sugestão do próprio Estado entrar com um mandado de segurança para tentar reverter a situação, mas não sabemos o que vai acontecer. Não temos para onde correr”, finalizou. Procurada pela Banda B, a assessoria do Estado afirmou que “embora tenha havido autorização pelo governador, o prazo previsto do concurso venceu. Em razão disso, perdeu-se a base legal para contratação”.
As informações são da Rádio Banda B.





















