Crise política provoca onda de protestos no Paraguai
As manifestações também atingiram a Ponte da Amizade

O Paraguai enfrenta desde sexta-feira (31) uma onda de protestos. Tudo começou depois que 25 senadores votaram a favor do projeto de emenda nas dependências da Frente Guasú, do ex-presidente Fernando Lugo, sem a presença dos demais legisladores e do presidente do Senado, Roberto Acevedo.
O partido de Lugo aprovou a emenda para que o ex-bispo possa concorrer às eleições de 2018, e o Partido Colorado para que o atual presidente paraguaio possa fazer o mesmo. A Constituição paraguaia proíbe a reeleição presidencial.
Os protestos mais violentos tiveram início na tarde de ontem, na Praça de Armas, ao lado do Congresso, edifício atacado pelos manifestantes. Um jovem foi morto. Os manifestantes destroçaram vidraças do edifício, no centro histórico de Assunção, e queimaram as portas de entrada, além de lançar morteiros e pedras contra a polícia – oficiais também ficaram feridos.
Ponte da Amizade bloqueada
As manifestações também atingiram a Ponte da Amizade. Ela foi fechada, no lado paraguaio, por manifestantes que protestavam contra a aprovação da reeleição presidencial no país. O bloqueio durou até a madrugada deste sábado (01). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o fluxo de veículos e de pessoas segue normal pelo local. Localizada entre a cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Ciudad del Este, no Paraguai, a ponte é a principal ligação entre os dois países e é ponto de entrada para quem quer fazer compras no Paraguai.





















