Pauliki se reúne com empresários do setor de fogos de artifício | aRede
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Pauliki se reúne com empresários do setor de fogos de artifício

Deputado é autor de um projeto de lei que proíbe rojões e morteiros em todo o Estado. Iniciativa tramita no Legislativo Estadual

Deputado é autor de um projeto de lei que proíbe rojões e morteiros em todo o Estado. Iniciativa tramita no Legislativo Estadual

A Associação Industrial e Comercial de Fogos de Artifício do Paraná se reuniu nesta semana com o deputado estadual Marcio Pauliki (PDT) para apresentar estudos sobre o projeto de lei que proíbe a queima de rojões e morteiros em todo o estado. O projeto foi apresentado por Pauliki em fevereiro e está em trâmite na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A intenção do deputado é ouvir todas as entidades interessadas no tema.

Em documento assinado pelo presidente do órgão, Rodolpho Aymoré Gazabin Júnior, a Associação reconhece a necessidade de um projeto de lei neste sentido. “Esta proposta contempla grande avanço para a segurança das cidades e do povo paranaense”, pontua Rodolpho no documento.

Dentre as medidas apontadas pela associação está a intensificação da regulamentação das empresas. A Associação aponta que a venda clandestina representa 62% das vendas totais do setor. Para isso seria necessário, na visão da Associação, regulamentar todos os depósitos instalados no estado, com número de registro estadual e que sigam as normas do Corpo de Bombeiros e do Exército.

A venda clandestina ainda significa um impacto financeiro negativo às empresas legalizadas que atuam na área. Além disso, a Associação sugere que as empresas comercializem exclusivamente fogos de artifício a fim de evitar que outros materiais possam potencializar o risco de combustão.

Outra medida sugerida pela entidade é a proibição dos fogos que recebem a denominação genérica de ‘foguete’ quando o efeito for de estampido. “Mais de 96% dos incidentes com fogos de artifício são oriundos do uso indevido por parte do consumidor de foguetes de mão”, aponta a Associação.

O deputado Pauliki irá analisar os dados apresentados e também irá ouvir outras entidades, como a Associação Médica do Paraná, entidades de proteção aos animais, Corpo de Bombeiros e Exército.

“Como é um assunto que possui muitos pontos de vista, é essencial ter o posicionamento das demais entidades e órgãos para podermos legislar da melhor maneira em prol da sociedade”, afirma Pauliki. De acordo com o parlamentar, o barulho provocado traz prejuízos à população, principalmente crianças e idosos, ao meio ambiente, aos enfermos e aos animais.

Pauliki lembra que na última virada de ano a queima de fogos foi responsável pela morte de um filhote de onça no Parque Nacional do Iguaçu. O animal foi sufocado pela própria mãe, que tentava proteger os filhotes do barulho. Os animais domésticos também sofrem de forma exagerada, inadmissível para a satisfação do ser humano. Também será realizada uma audiência pública para debater o assunto. 

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