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Marcelo diz que acertou repasse de R$ 10 mi ao PMDB

Empresário confirma jantar com Temer, mas nega discussão sobre doação financeira

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Empresário confirma jantar com Temer, mas nega discussão sobre doação financeira

Em depoimento prestado nesta quarta-feira, no processo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que julgará se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder econômico nas eleições presidenciais de 2014, o empresário Marcelo Odebrecht confirmou que participou de jantar com o presidente Michel Temer, em 2014, no qual foi acertado apoio político da empreiteira ao PMDB. Segundo o empresário, não foi mencionado na ocasião qualquer valor ou possibilidade de doação financeira. Mas, na sequência, o próprio empresário teria se reunido com o hoje ministro licenciado da Casa Civil, Eliseu Padilha, para tratar do repasse de R$ 10 milhões ao partido. As informações são de O Globo.

O acerto do valor teria ocorrido na presença de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht. Do total, R$ 6 milhões seriam destinados ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que foi candidato ao governo de São Paulo, em 2014. Perguntado se alguma fatia do valor seria destinada ao próprio Padilha, o depoente disse que não se lembrava.

Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto no último dia 24 de fevereiro — depois que o amigo de Temer José Yunes afirmou que recebeu das mãos do operador do esquema de corrupção da Petrobras Lucio Bolonha Funaro um “documento” para financiar a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara —, o próprio governo reconheceu a existência do acordo eleitoral.

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