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Fiep diz que corte de juros favorece a retomada do crescimento

Queda favorecerá a obtenção de crédito pelos empresários juntos às instituições financeiras

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Fernando Rogala

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Queda favorecerá a obtenção de crédito pelos empresários juntos às instituições financeiras

A redução de 0,75 ponto percentual na taxa Selic, anunciada nesta quarta-feira (22) pelo Banco Central, foi bem recebida pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Para o presidente da Federação, Edson Campagnolo, o novo corte reforça a tendência de queda nos juros, o que é fundamental para a retomada dos investimentos produtivos no país. Reunido nesta terça e quarta-feira, o Conselho de Política Monetária (Copom) aprovou a redução de 13% para 12,25% ao ano na taxa básica de juros. É a quarta redução consecutiva e leva a taxa para o menor nível em dois anos.

“Apesar das sucessivas reduções, o juro ainda é alto no Brasil e muitas empresas continuam tendo dificuldades para obter crédito junto a instituições financeiras”, pontuou o presidente da Fiep. Segundo ele, isso ocorre porque as exigências são rígidas e as taxas praticadas pelo mercado ainda estão muito elevadas. “Por esta razão é necessário que a tendência de queda seja confirmada e continue sendo praticada”, opina.

Campagnolo diz que a expectativa do setor industrial paranaense é que seja confirmada a previsão de analistas de mercado que apostam numa redução gradativa da Selic, chegando a 9,5% ao final de 2017.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a redução da Selic para 12,25% ao ano ‘ainda não é o bastante, pois existe espaço para recuos maiores’ da taxa.

“O Brasil tem pressa para retomar a rota do crescimento econômico e da geração de emprego. Para isso, é urgente a redução mais rápida dos juros. É preciso aumentar a oferta de crédito e diminuir a intervenção do Banco Central no mercado de swaps cambiais, que está tornando o dólar artificialmente barato”, afirmou Skaf, em nota.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) avaliou que o Banco Central acertou na decisão de reduzir taxa de juros em 0,75 ponto porcentual, mas disse esperar novas quedas nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária.

MEDIDA

Inflação influencia na decisão

A decisão do Copom pela redução da taxa de juros ocorreu na quarta-feira. Foi a quarta baixa seguida da taxa básica de juros. Em comunicado, o Copom informou que a inflação está perdendo força em todos os setores da economia, com ajuda dos alimentos. “O comportamento da inflação permanece favorável. O processo de desinflação é mais difundido e indica desinflação nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. Houve ainda uma retomada na desinflação dos preços de alimentos, que constitui choque de oferta favorável”, destacou.

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