‘Minha Casa, Minha Vida’ eleva teto de renda para R$ 9 mil mensais | aRede
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‘Minha Casa, Minha Vida’ eleva teto de renda para R$ 9 mil mensais

Valores para o enquadramento nas faixas 1,5 e 2 também foram atualizados, assim como o dos imóveis financiados

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Fernando Rogala

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Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira, a ampliação do Programa Minha Casa, Minha Vida. A partir de agora, famílias com renda mensal até R$ 9 mil poderão fazer a aquisição imobiliária através do programa, que traz juros menores que os outros financiamentos. Antes, o limite para a ‘faixa 3’ do programa era R$ 6 mil mensais. Além disso, houve uma atualização nos valores limites das faixas, com a reposição da inflação (7,69%, equivalente à variação da inflação pelo INPC, que encerrou o ano passado em 6,57%, e mais 1,12 ponto percentual). O anúncio foi feito em evento no Palácio do Planalto, o qual contou com a presença do presidente, Michel Temer, e o ministro das Cidades, Bruno Araújo.

No caso dos contribuintes enquadrados na faixa 1, o limite de renda familiar continua R$ 1,8 mil. Já a nova faixa, a ‘1,5’, que englobava contribuintes com renda mensal familiar até R$ 2.350, agora atinge famílias com renda de até R$ 2,6 mil mensais. Para a faixa 2, a renda de enquadramento passou de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil e para a faixa 3 os R$ 9 mil. 

O valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também subiu, e varia de acordo com a localidade. No Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro, o teto passará de R$ 225 mil para 240 mil. Nas capitais do Norte e do Nordeste, o limite subirá de R$ 170 mil para R$ 180 mil. O último reajuste tinha ocorrido em 2015, no lançamento da terceira etapa do programa.

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou que os novos limites do Minha Casa, Minha Vida são resultados de um ‘pacto’ entre o governo e o setor da construção civil, mediante o que classificou como ‘revigoração’ do programa habitacional. Já o presidente ressaltou o impacto no fomento da construção civil, com a geração de empregos. “O que vemos hoje é uma combinação virtuosa de estímulo ao setor com fortalecimento de um programa social da maior relevância, que é o Minha Casa, Minha Vida”, relatou.

Governo pretende financiar mais de 600 mil casas neste ano

O governo também anunciou a meta de contatar o financiamento de 610 mil unidades habitacionais do programa para 2017. O número inclui todas as faixas do programa. Desse total, 170 mil moradias serão contratadas na faixa 1, (renda mensal bruta de R$ 1,8 mil); 40 mil imóveis para a faixa 1,5 do programa e 400 mil para as faixas 2 e 3. Em relação à faixa 1, o Ministério das Cidades informou que 35 mil imóveis devem atender à modalidade rural; 35 mil para a modalidade entidades urbanas e 100 mil por meio do FAR.

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