Uso de repelentes requer atenção

Dermatologista dá dicas de como se proteger e os cuidados a serem tomados com bebês e crianças.
O verão, além das altas temperaturas e aumento no índice de chuvas, traz consigo o crescimento na proliferação e incidência de mosquitos. Para curtir a época mais quente do ano, onde as roupas mais curtas e despojadas compõem o figurino, não dá pra descuidar da proteção.
E é pensando nisso, que o médico dermatologista Franck Wellington Bobato apresenta algumas dicas de como se proteger. Segundo ele, a atenção com bebês e crianças precisa ser maior. Isto porque, a Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta para que nenhum tipo de produto repelente seja usado em menores de seis meses. “Essa orientação ocorre justamente para evitar qualquer tipo de intoxicação. E nestes casos, a melhor alternativa são as barreiras físicas, como telas e mosqueteiros, além de repelentes elétricos que são usados nas tomadas”, explica.
Segundo Bobato, existem quatro tipos de princípios ativos usados em repelentes e o seu uso pode variar conforme a idade (ver tabela). Além disso, cada produto possui um tempo de eficácia, após ser aplicado na pele, que varia de duas até dez horas. “Algumas dicas básicas são importantes como não aplicar mais que três vezes ao dia e evitar o contato com olhos, boca e nariz”, detalha. Além disso, o uso do repelente à noite pode ser ineficaz porque pijamas e lençóis podem impedir a ação do produto, que forma uma espécie de nuvem sobre a pele. O dermatologista destaca também que estudos científicos apontam que produtos a base de icaridina oferecem mais proteção contra o Aedes Aegypti. Apesar de todos os cuidados, a eliminação de focos de proliferação do mosquito, tem que estar entre as prioridades. “Vale lembrar que o ataques dos mosquitos costuma ser maiores nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. Assim, concentrar as medidas protetivas nesses horários, é bastante importante”, reforça.





















