Em crise, Correios podem demitir funcionários
Rombo nas contas da empresa chegam a R$ 4 bilhões nos últimos dois anos.

Rombo nas contas da empresa chegam a R$ 4 bilhões nos últimos dois anos.
Numa tentativa de evitar fechar as contas no vermelho pelo terceiro ano seguido, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos não descarta a possibilidade de demissão de empregados para equilibras as contas da Estatal. O jornal Correio Braziliense divulgou na última semana que a empresa acumula um rombo de R$4 bilhões nos últimos dois anos. Segundo o diário, documentos mostram que a Vice-presidência de Recursos Humanos solicitou um parecer ao Departamento Jurídico sobre a possibilidade de demissão motivada.
Como se trata de empresa pública, a demissão de funcionários não pode ser feita sem justa causa. No caso dos Correios, a dispensa teria que ser feita por questões técnicas, econômicas e financeiras. Além disso, os critérios para os cortes de pessoal devem ser apresentados previamente e os serviços prestados não podem ser afetados. Esta medida seria adotada somente se as ações que vem sendo realizadas não consigam equilibrar as contas da estatal.
Além da demissão, os Correios estudam a redução da jornada de trabalho, com queda de remuneração, revisão dos mecanismos remuneratórios e do plano de funções. Também estão previstas mudanças no custeio de planos de saúde dos funcionários. De acordo com a Vice-presidência de Finanças e Controles Internos da estatal, a folha de pagamento dos Correios passou de R$3 bilhões em 2006 para R$7,5 bilhões em 2015, o que representa 62% das despesas da estatal. Neste período, o número de empregados subiu de 107 para 118 mil. Porém, o “tráfego de objetos” apresentou queda de 8,6 para 8,2 bilhões. A produtividade também diminuiu, passando de 80 para 70 objetos por trabalhador.
O maior medo dos trabalhadores dos Correios é de que o Postalis, fundo de pensão dos trabalhadores da estatal, não seja suficiente para pagar todos os benefícios dos funcionários. O fundo vem cobrando contribuições de 17,92% do benefício para cobrir metade do rombo de R$ 4 bilhões. A outra metade deve ser paga pela empresa. Além disso, devem ser cobrados mais 2,8% de contribuições adicionais.
Na última quarta-feira, 11, a Justiça determinou o afastamento de seis dos oito vice-presidentes dos Correios, segundo matéria publicada na revista Exame. Na decisão, o juiz federal substituto da 8ª Vara Federal, Márcio de França Moreira, levou em consideração uma ação civil pública da Associação dos Profissionais dos Correios [ADCAP], questionando a escolha dos membros da diretoria da empresa. Os Correios informaram que irão recorrer da decisão.
Informações da Rádio Najuá.





















