Paraná lidera o ranking nacional de endividados em 2016
Análise da Fecomércio PR indica que 86,3% das famílias paranaenses possuíam algum tipo de dívida em 2016. Média nacional foi de 58,7%
O Paraná é o Estado com maior percentual de famílias endividadas em 2016. Na média anual, 86,3% dos paranaenses possuíam algum tipo de dívida, enquanto a média brasileira de endividamento foi de 58,7%. Logo atrás do Paraná, os estados com maior taxa de endividados foram Santa Catarina, com média anual de 85,3% e Roraima, com 83,1%.
Até o mês de junho, o Paraná estava entre os três estados com maior percentual de endividados, dividindo o ranking com Santa Catarina e Roraima. Mas, a partir de junho, o Estado passou figurar no topo da lista.
Os dados são do balanço anual elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), com informações da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O percentual de endividados em dezembro foi de 87,1% e apresentou queda em relação a novembro (87,8%) e também na comparação com dezembro de 2015, quando 87,4% das famílias possuíam contas a pagar.
No entanto, a média anual demonstra que o 13º salário pode ter ajudado, mas não foi suficiente para que os paranaenses quitassem suas dívidas. De acordo com sondagem realizada pela Fecomércio PR no início de dezembro, 24,5% dos entrevistados disseram que utilizariam a renda extra para pagar os débitos pendentes.
Por outro lado, em dezembro, aumentou o percentual de pessoas com contas em atraso, que passou de 25,6% em novembro para 28,9%. Em geral, dezembro é um mês difícil para os endividados, pois concentra todos os débitos contraídos ao longo do ano. No mesmo mês de 2015, 28,6% dos paranaenses estavam com dívidas atrasadas. O percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso mostrou comportamentos distintos entre os grupos de renda pesquisados. Nas famílias que recebem até dez salários mínimos, as contas em atraso chegam a 36,7%, contra 17% entre aquelas com renda superior.
A falta de condições para pagamento das dívidas também mostrou distinção entre as classes econômicas. No grupo de menor renda, 13,9% afirmam que não terão condições de quitar seus débitos. Já entre aqueles com renda mensal superior a dez salários mínimos, esse percentual é de apenas 4,1%.





















