PM foi morta por vingança, aponta delegado
Informações da Polícia Civil apontam que soldado Bárbara teria baleado um dos comparsas dos suspeitos em assalto anterior ao crime.

Informações da Polícia Civil apontam que soldado Bárbara teria baleado um dos comparsas dos suspeitos em assalto anterior ao crime.
A soldado Bárbara Aline da Rocha foi morta por vingança, confirmou o delegado Haroldo Davison, responsável pelo caso, em entrevista coletiva realizada neste sábado (07). Segundo ele, Felipe Ribeiro Leite, de 25 anos, atirou contra a policial porque ela reagiu a um assalto dias antes do crime e baleou um comparsa dos suspeitos.
“Um grupo tentou assaltá-la no dia 18 de dezembro, mas ela revidou. Desde então, eles prometeram vingança e a levaram a cabo. Na véspera de Natal, eles foram até o aviário da família da soldado, confirmaram a presença dela no local e, um tempo depois, o Felipe, conhecido como ‘Pepa’, chegou e agiu com crueldade. Ele pediu a arma dela, a colocou na cintura e, com outra em punho, atirou duas vezes”, disse o delegado.
O investigador também confirmou que o segundo envolvido, Renato Iagnecz Pereira, 23, que fez o ‘reconhecimento’ no local do crime, junto com a namorada Andressa Cristina da Silva, 20, é filho de um policial militar lotado no mesmo batalhão que Bárbara. “O PM não tem nenhum envolvimento, muito pelo contrário, ele abomina a atitude do filho. Renato negou que participou do roubo no dia 18, mas nós apuramos que ele estava lá. Na ocasião, o comparsa dele, de nome Dário, foi baleado pela soldado e suspeitamos que o Renato também, porque ele tem um ferimento de bala na perna”, completou o delegado.
O tenente-coronel Eroni Roberto Antunes, do Batalhão de Polícia de Guarda (BPGd), onde Bárbara estava lotada, afirmou que o pai de Renato deve continuar trabalhando normalmente, já que não tem relação com o crime e contribuiu com as investigações. “Não há nenhum pedido de afastamento. Ele é um ótimo policial, atua com muito profissionalismo”, comentou.
Suspeitos comemoraram assassinato no Facebook
De acordo com o delegado Davison, os envolvidos ainda não foram ouvidos, mas a confissão é “quase desnecessária” para o processo. “Não há dúvidas de que foram eles, as imagens mostram o crime e nós levantamos até postagens que os suspeitos fizeram no Facebook comemorando a morte da soldado”.
Felipe e Renato já tinham passagens pela polícia – o primeiro responde por vários roubos e o segundo por tráfico, homicídio e roubo. Apenas Andressa estava de ficha limpa. Momentos antes do crime, a jovem entrou no aviário com o namorado e comprou R$ 28 em fogos de artifícios com o próprio cartão. Após a prisão, ela foi levada para outro Distrito Policial e, instruída pelo advogado, não falou nada sobre o crime.
Além do trio, detido nesta sexta-feira (6) em Guaratuba, no litoral do Paraná, a polícia procura por outros envolvidos, que forneceram armas ou prestaram informações para o homicídio. Na delegacia de Pinhais, questionados sobre a motivação e um eventual arrependimento, Felipe permaneceu em silêncio e Renato apenas respondeu “não tenho nada a declarar, só falo perante o juiz”.
O caso
O crime contra Bárbara aconteceu no aviário da família dela, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, no dia 24 de dezembro. Na ocasião, os bandidos chegaram em um Fiat Uno e estacionaram próximo ao local na Rodovia João Leopoldo Jacomel, no bairro Maria Antonieta. Um deles desceu já com a arma em punho, apontando para a soldado. Ela esboçou reação, mas não deu tempo, e acabou atingida na cabeça e no peito.
Informações da Banda B.





















