Presos em RR são decapitados e têm coração arrancado
Chacina na maior penitenciária de Roraima foi marcada pela crueldade dos autores, que também desmembraram vítimas. Governo não descarta ‘retaliação’ por parte do PCC.

Chacina na maior penitenciária de Roraima foi marcada pela crueldade dos autores, que também desmembraram vítimas. Governo não descarta ‘retaliação’ por parte do PCC.
‘Carnificina’ é a palavra que mais bem define o ocorrido dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Roraima, durante a madrugada de sexta-feira (06). De acordo com informações obtidas pelo jornal Folha de S. Paulo, a maioria das vítimas foi decapitada, teve o coração arrancado ou foi desmembrada. O motim resultou em pelo menos 33 mortes – o número ainda não foi confirmado pelo Governo do Estado.
O Batalhão de Operações Especiais (Bope) e a Polícia Militar (PM) estão na unidade, localizada às margens da rodovia BR-174, na zona rural de Boa Vista – o presídio é o maior do Estado. A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) informou que a situação já está sob controle, mas a entrada da unidade segue isolada desde a manhã de sexta-feira (06).
A nova chacina ocorre cinco dias após a morte de 56 detentos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, comandada pela facção criminosa Família do norte (FDN). O Governo de Roraima não descarta a possibilidade de uma ‘retaliação’ por parte do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em entrevista à Rádio BandNews, o secretário de Justiça e Cidadania do Estado, Uziel de Castro Júnior, afirmou que as informações preliminares dão conta que membros do PCC “possivelmente tenham cometido esses crimes”.
“Não existem facções de outras organizações criminosas no local (além do PCC)”, disse. As autoridades ainda não sabem o que motivou o ato, mas que equipes seguem na unidade para verificar a situação.





















