Vereador faz processo seletivo para escolher assessor parlamentar
Salários variam de R$ 2 mil a R$ 3,5 mil e há vagas para quatro áreas. Taxa de inscrição é de R$ 40; 'quero os melhores', diz vereador.

Salários variam de R$ 2 mil a R$ 3,5 mil e há vagas para quatro áreas. Taxa de inscrição é de R$ 40; 'quero os melhores', diz vereador.
O vereador eleito para a Câmara de Rio Branco Emerson Jarude (PSL), que também é advogado, resolveu selecionar os assessores parlamentares que devem trabalhar em seus quatro anos de mandato de uma forma diferente dos demais.
Na noite desta quarta-feira (9), Jarude lançou o edital de um processo seletivo para a ocupação dos quatro cargos. A seleção conta com provas objetivas, subjetivas e entrevista.
Eleito com 2.734 votos no dia 2 de outubro, Jarude acredita que a proposta é um diferencial do seu mandato, em que aposta em uma nova política, segundo ele, sem "favorecimentos". "Quero dar oportunidade para outras pessoas. Com base nisso e no princípio da administração pública, que são os princípios da eficiência da isonomia, resolvemos fazer esse teste seletivo para dar oportunidade para todos", destaca.
São quatro vagas para a assessoria parlamentar. A seleção é destinada para quatro áreas de atuação: engenheiro sanitarista; direito; jornalismo e assistente social. Os salários variam de R$ 2 mil a R$ 3,5 mil. Todos os cargos são de dedicação exclusiva, exceto, engenheiro sanitarista. A taxa de inscrição é de R$ 40.
O procurador da Câmara, Mauro Almeida, explica que não vê inconstitucionalidade no ato, mas diz que o Ministério Público do Acre pode querer investigar o processo seletivo, já que é algo inédito.
"Eu, particularmente, tenho umas restrições contra isso porque está se tratando de cargo público. Acho que o Ministério Público deve se movimentar quanto a isso. Porém, não temos uma lei que proíba isso, inclusive, vi a cobrança de taxa. Não tem nada que impeça ele de fazer isso, mas, quanto a legalidade do ato, isso é com o MP. Por enquanto, não há nenhum prejuízo à Câmara e não há nada inconstitucional, mas inédito", enfatiza.





















