Policial civil foi morto por adolescente dias após discussão de bar

Três adolescentes foram apreendidos pela morte do policial civil Ubiraci Mendes. Motivação do crime foi uma discussão dentro de um bar.
Três adolescentes foram apreendidos e um homem preso pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) na manhã desta quinta-feira (1º) acusados de matar o policial civil Ubiraci Mendes, 53 anos. Dois adolescentes participaram ativamente do crime, indo até o local e atirando contra o policial. O outro adolescente e o rapaz estavam com as armas utilizadas e também a do policial. A motivação para o crime teria sido uma discussão dentro de um bar, onde teria ocorrido ameaça de morte de ambas partes.
A operação para prender os suspeitos foi deflagrada às 6 horas e reuniu 30 policiais para o cumprimento de cinco mandados judiciais. De acordo com o delegado do Cope, Rodrigo Brown, a solução do crime contou com um trabalho incansável dos policial. “A morte do Ubiraci chamou a atenção pela crueldade que ele foi praticado. Nós dedicamos toda a nossa atenção e efetivo nesse caso, foi um trabalho incessante. Por meio de depoimento de denúncias e informações colhidas com testemunhas, conseguimos identificar esses dois menores que seriam os executores dos policial. Eles confessam o crime e com eles foi apreendida droga, maconha e crack”, contou o delegado.
Os mandados de apreensão dos adolescentes foram expedidos pela Vara da Infância e Juventude. “No decorrer das investigações, outro homem foi preso com um revólver calibre 38, usada no crime, e a pistola ponto 45 que era do policial. O outro menor que estava escondendo o outro revólver usado no crime dentro de uma pizzaria no bairro Campo Comprido”, descreveu o delegado.
Os capacetes, as jaquetas usadas no crime e as armas foram todas apreendidas. Apenas a motocicleta não foi encontrada pelos policiais. Para o delegado responsável pelo Cope, a motivação teria sido um desentendimento. “Pelo que nós descobrimos, o policial frequentava muito os bares da região e, nesse convívio, acabou tendo um desentendimento com um desses adolescentes que efetuou os disparos. Nesse desentendimento, um acabou jurando o outro de morte e para o policial foi mais uma discussão, mas para o menor foi uma questão de honra, que resolveu executá-lo e, ainda subtraindo a arma”, finalizou o Brown.
O investigador estava afastado da polícia por decisão judicial porque respondia uma ação civil pública. Ele estava na corporação há 22 anos e deixou uma filha de 14 anos.
Crime
O crime ocorreu por volta das 21 horas num bar localizado rua Monsenhor João Augusto Sobrinho, que fica perto da casa da vítima. Testemunhas disseram que ele frequentava o local e foi surpreendido pelos assassinos, que chegaram em uma moto Twister. Foram três disparos, todos na cabeça.
As informações são da Banda B.





















