Arborização urbana deve conciliar árvores, calçadas e trânsito, diz conselheiro
Escolha das espécies, manutenção e acessibilidade devem ser consideradas nos projetos

O planejamento da arborização urbana deve considerar não apenas o plantio de árvores, mas também as características das espécies, a infraestrutura das ruas e a manutenção ao longo dos anos. A avaliação é do conselheiro da área de Agricultura do Grupo aRede, Gustavo Ribas Netto.
Segundo ele, uma arborização bem planejada pode contribuir diretamente para a qualidade de vida da população, inclusive ao ajudar na formação de um clima mais adequado nos espaços urbanos.
“O planejamento de arborização tem que ser muito cuidadoso, porque, além de melhorar muito a qualidade de vida, começa a criar um clima mais adequado. A gente consegue equilibrar o ambiente”, explica.
Gustavo destaca que a escolha das espécies é um dos principais pontos a serem considerados. É necessário avaliar se serão utilizadas plantas nativas ou exóticas e observar características como necessidade de manutenção, poda, desenvolvimento das raízes e formação de sombra.
A relação da vegetação com a fauna urbana também deve fazer parte desse planejamento. Segundo o conselheiro, a arborização pode contribuir para a presença de animais e pássaros e, por isso, precisa ser pensada de forma integrada ao ambiente.
Além da escolha das árvores, Gustavo ressalta a importância de adaptar calçadas e demais estruturas urbanas. Para ele, projetos de novas ruas devem prever essas questões desde o início, evitando que adaptações sejam necessárias posteriormente.
“O grande desafio é compatibilizar o trânsito, as calçadas, as pessoas, os animais, a flora e a fauna. Isso deve ser elaborado e colocado já no projeto inicial”, afirma.
Ele cita como exemplo as vias abertas recentemente, que podem ser planejadas desde a implantação para receber calçadas adequadas e estruturas de acessibilidade, incluindo espaços destinados à circulação de pessoas com deficiência visual.
Em áreas mais antigas e estreitas, a adaptação se torna ainda mais complexa. Nesses locais, é necessário conciliar o espaço disponível para veículos, pedestres, árvores e demais elementos urbanos.
Para Gustavo, a arborização precisa, portanto, ser pensada como um projeto de longo prazo. O planejamento inicial, aliado à manutenção adequada, pode evitar conflitos entre árvores e estruturas urbanas e garantir benefícios ambientais e sociais para a população.
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