Mãe desiste de viagem por filho estar doente e família escapa de tragédia na BR-373
Luiz Artur aguardava há três anos por uma consulta em Curitiba e deveria estar na estrada no momento do acidente

Luiz Artur Lopes, de 7 anos, escapou da tragédia que matou 23 pessoas em um grave acidente na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná, nesta quarta-feira (19). O menino faria aniversário no mesmo dia e viajaria com a mãe, Cíntia Mara de Almeida Lopes, para Curitiba, onde tinha uma consulta de retorno com um cardiologista no Hospital Pequeno Príncipe.
Conforme a Banda B, parceira do Portal aRede, a família aguardava pela consulta havia cerca de três anos. No entanto, Luiz Artur estava com uma forte gripe, problemas intestinais e outros sintomas, e a mãe decidiu cancelar a viagem por causa do estado de saúde do filho.
Segundo Cíntia, a consulta estava marcada há dois ou três meses. A família chegou a ficar em dúvida sobre a viagem, mas recebeu a orientação de que poderia cancelar o atendimento e manter Luiz como prioridade para uma nova consulta.
“Desde sábado, ele não está bem. Está com uma gripe forte, com problema intestinal. A gente estava em dúvida se ia ou não. Me falaram que, se quisesse cancelar, podia cancelar, que deixavam ele como prioridade”, contou a mãe.
Apesar da frustração por perder uma consulta que aguardavam há anos, Cíntia decidiu não colocar o filho em uma viagem longa enquanto ele estava doente.
“Como nós esperamos três anos por esse retorno com o cardio, sentimos bastante por não conseguir ir. Só que não tinha como sair com ele bem gripadinho e com diarreia. Três anos a gente esperou”, relatou.
Família soube do acidente pela manhã
A família descobriu o que havia acontecido por volta das 7h. Uma cunhada chegou desesperada à residência, acreditando que Cíntia e Luiz Artur haviam seguido viagem para Curitiba.
Como já tinha conhecimento do acidente, ela entrou na casa e contou à família sobre a tragédia.
“Ela achou que nós tínhamos ido porque não avisamos. Ela já sabia do acidente. Ela entrou e contou pra gente. Foi um choque. Ao mesmo tempo que a gente fica grata a Deus, porque a gente está grata pela vida e livramento, a gente fica muito triste pelas vítimas”, lamentou Cíntia.
Luiz Artur também sabia que deveria ter participado da viagem. A decisão da mãe de permanecer em casa por causa do estado de saúde do menino acabou fazendo com que os dois não estivessem na BR-373 no momento da colisão que deixou 23 mortos.





















