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PIB da região cresce 11,9% e alcança R$ 45,66 bilhões

Região teve um desempenho superior às médias estadual e nacional, que acumularam retração econômica. Desempenho foi puxado pelo alto crescimento da agropecuária

O agronegócio foi o setor que mais cresceu na região em 2020, com um incremento de R$ 2,83 bilhões nos valores gerados. VA do setor passou de R$ 5,49 bilhões para R$ 8,33 bi
O agronegócio foi o setor que mais cresceu na região em 2020, com um incremento de R$ 2,83 bilhões nos valores gerados. VA do setor passou de R$ 5,49 bilhões para R$ 8,33 bi -

Fernando Rogala

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Enquanto o Brasil e o Paraná registraram retração econômica em 2020, o ano mais impactado pela pandemia do coronavírus, a região dos Campos Gerais foi na contramão do movimento e fechou o ano com crescimento real. Números do Produto Interno Bruto (PIB), que se referem à soma das riquezas produzidas no acumulado do ano nos municípios, mostram que a soma dos valores junto aos 26 municípios da região alcançou a marca de R$ 45,66 bilhões. Em termos nominais, esse valor é 11,96% maior que os R$ 40,78 bilhões, o que significa uma elevação de R$ 4,87 bilhões. Mesmo em termos reais, se aplicado o índice deflator do PIB, de 6,47%, de acordo com o IPEA Data, o crescimento real registrado nos municípios foi de 5,15%.. 

O principal impulsionador desse crescimento foi o agronegócio. Somente ele foi responsável por uma alta de R$ 2,83 bilhões nos valores gerados nos municípios (58,11% do crescimento regional). O Valor Adicionado da agropecuária, que foi de R$ 5,49 bilhões em 2019, saltou para R$ 8,33 bilhões ao final de 2020, em incremento nominal de 51,56%. Entre os quatro setores que compõem o PIB, o agronegócio é o principal em 16 dos 26 municípios. Depois do agronegócio, o setor mais forte para as cidades, é o de serviços, que é o principal em sete municípios; a indústria lidera em três, e a administração pública em nenhum. 

Apesar da alta do agronegócio, ele continua como o terceiro mais relevante para a economia regional. O setor que mais gera riquezas na soma dos 26 municípios é o de serviços, com R$ 14,51 bilhões em 2020, seguido pela indústria, com R$ 12,70 bilhões. A indústria teve um crescimento nominal de 10%, o que significou um aumento de R$ 1,15 bilhão no ano (em 2019, o valor total foi de R$ 11,54 bilhões). Por outro lado, o setor de serviços apresentou uma queda, com a perda de R$ 236,4 milhões nos valores gerados – em 2019, o PIB do setor alcançou R$ 14,75 bilhões.

PIB de Ponta Grossa alcança R$ 17,2 bilhões

Ponta Grossa é o município com o maior PIB da região. Em 2020, o município alcançou o valor de R$ 17,27 bilhões, contra R$ 15,60 bilhões de 2019, o que significa que houve, em termos nominais, um aumento de 10,7%, representando uma alta de R$ 1,67 bilhão. Considerando o índice de deflação do PIB, a variação real do PIB foi uma alta de 4%. A cidade se mantém como a 7ª maior economia do Paraná e a 14ª do Sul do Brasil. Em âmbito nacional, Ponta Grossa se destaca como a 62ª maior economia, posição que melhorou em cinco colocações na comparação com o ranking de 2019, quando era a 67ª.

O setor de serviços segue como o mais representativo na economia municipal, gerando R$ 7,02 bilhões em riquezas. Contudo, foi o setor industrial que puxou o PIB para cima, com um crescimento de R$ 1,17 bilhão, totalizando R$ 5,75 bilhões gerados em 2020 - esse valor variou 25,72% na comparação com 2019. “É com grande felicidade que recebemos essa informação. É o que penso e tenho dito todos os dias: agora é a vez e a hora de Ponta Grossa. Os industriários e as empresas do Brasil enxergaram as aptidões da cidade e o hub logístico que Ponta Grossa se transformou, então são as indústrias que agora querem vir para Ponta Grossa”, disse a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, em entrevista ao Grupo aRede. “Nós temos estrutura, o setor produtivo está trabalhando, então essa é a riqueza produzida pelas nossas empresas, que são 46 mil, e vai continuar crescendo”, completou.

Valor cresceu em mais de 75% das cidades da região

Entre os municípios dos Campos Gerais, Tibagi teve o maior crescimento. O PIB do município saltou de R$ 842,10 milhões para R$ 1,18 bilhão. Teixeira Soares apareceu logo na sequência, com uma evolução de 40,5%, atingindo a marca de R$ 529,18 milhões. Apenas três municípios tiveram queda nominal no PIB: Ortigueira (-6,25%), Jaguariaíva (-4,81%) e Carambeí (-1,99%). Em comum, Ortigueira e Jaguariaíva têm o fato de ter na indústria o seu maior Valor Adicionado, ao passo que Carambeí, que tinha no setor de serviços seu maior VA, agora passou a ter na agropecuária. Em termos reais, também tiveram retração econômica Arapoti, Curiúva e Imbaú, o que significa que 20 municípios tiveram crescimento econômico no ano fortemente impactado pela Covid-19.

No setor industrial, as cidades que mais geram riquezas são Ponta Grossa (R$ 5,75 bi), Telêmaco Borba (R$ 2,06 bi) e Ortigueira (R$ 1,53 bi). Já no ranking do agro, Castro lidera com R$ 766,3 milhões gerados, seguido por Tibagi, com R$ 668,5 milhões; por Prudentópolis, com R$ 561,2 milhões; e Palmeira, com R$ 498,4 milhões. As cidades que mais cresceram no agro foram Telêmaco Borba (156,6%), Sengés (116%) e Porto Amazonas (90,3%).

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