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Agronegócio gera quase R$ 25 bi em riquezas aos Campos Gerais

Valor Bruto de Produção (VBP) do setor cresceu 49% no período de um ano, valor acima da média estadual. Nos últimos dez anos, desde 2012, geração de riquezas no campo mais do que triplicou junto aos municípios da região

Oito municípios dos Campos Gerais registraram um Valor Bruto de Produção acima de R$ 1 bilhão
Oito municípios dos Campos Gerais registraram um Valor Bruto de Produção acima de R$ 1 bilhão -

Fernando Rogala

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A região dos Campos Gerais tem forte vocação no agronegócio, setor com grande destaque no Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios. Somente o agronegócio gerou R$ 24,92 bilhões em movimentação financeira junto aos 31 municípios da região, de acordo com os dados do Valor Bruto de Produção Agropecuária (VBP), referentes a 2021, fechados oficialmente em novembro deste ano. É um valor que cresceu, em termos nominais, R$ 8,25 bilhões em um ano, o que representa uma alta de 49% sobre os R$ 16,67 bilhões do ano de 2020. Nos últimos dez anos, o valor mais que triplicou, ao registrar um crescimento de 213,4% sobre os R$ 7,95 bilhões acumulados em 2012.

Em crescimento no último ano, os municípios da região apresentaram uma evolução superior à média estadual, que foi de 41% em termos nominais – o VBP paranaense de 2021 totalizou R$ 180 bilhões, contra R$ 128,3 bilhões em 2020. Descontada a inflação, o aumento real no Estado foi de 4,6%; ao passo que na região, em média, superou os 10%. Desde 2013, os municípios dos Campos Gerais que mais cresceram quadruplicaram os valores de produção, em termos nominais. Os produtos de maior destaque, com maior valor agregado regional, foram a soja, o leite e a silvicultura.

Gustavo Ribas Netto, presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa e presidente do Núcleo dos Sindicatos Rurais dos Campos Gerais, atribui esse alto crescimento do VBP nos últimos anos a dois fatores, principalmente. “Nós temos se destacado nos últimos anos devido à pecuária leiteira, que teve um destaque muito bom na região, não só em Carambeí e Castro, que são os maiores produtores, mas também em Imbituva e Ipiranga, com uma nova indústria, então há mais fomento e mais incentivo. E com os preços dos custos e preço de venda das commodities ampliando bem, nós tivemos VBPs muito altos, aumentamos o número de municípios bilionários na região”, resumiu.

DESTAQUES ESTADUAIS

Os dados confirmam a afirmação do presidente do sindicato. Se em 2020 foram quatro municípios que tiveram um VBP na casa dos bilhões, em 2021 esse valor dobrou e agora chega a oito. Eles representam quase um terço dos 25 municípios paranaenses que chegaram a R$ 1 bilhão de riquezas geradas no campo. A lista regional é encabeçada por Castro, que superou Cascavel e voltou a ser a segunda colocada do Paraná, com um VBP de R$ 3,46 bilhões, o equivalente a quase 2% do total estadual, após crescer R$ 1,2 bilhão. Na sequência aparece Tibagi, a oitava colocada paranaense, com R$ 1,9 bilhão, e então Carambeí, com R$ 1,81 bilhão, fechando o ‘top 10’ estadual. Piraí do Sul se manteve como a quarta regional, com R$ 1,5 bilhão, aparecendo na 14ª colocação estadual. Passaram a integrar a lista das cidades bilionárias Palmeira (R$ 1,34 bi), Arapoti (R$ 1,26 bi), Ponta Grossa (R$ 1,24 bi) e Prudentópolis (R$ 1,14 bi).

CASTRO CRESCEU R$ 1,2 BI

No período de um ano, de 2020 para 2021, Castro ampliou seu VBP em R$ 1,2 bilhão, sendo o maior crescimento, em valores absolutos, do Paraná, passando de R$ 2,26 bilhões para R$ 3,46 bi. Mais da metade dos municípios dos Campos Gerais (16 deles) ampliaram os valores em mais de 50%, em termos nominais, neste período de um ano. Já no acumulado da década, as cidades que mais tiveram crescimento no VBP foram Carambeí, Jaguariaíva e Prudentópolis.

Carambeí, que ampliou sua bacia leiteira, passou de R$ 390 milhões, em 2012, para R$ 1,81 bilhão em 2021, se tornando o terceiro maior valor dos Campos Gerais. Em termos reais, Carambeí foi o único município que dobrou o valor, registrando um crescimento de 113,67%, descontada a inflação do período. Jaguariaíva evoluiu de R$ 184 milhões para R$ 787 mi, em termos nominais, atingindo um crescimento real de 96,7%; ao passo que Prudentópolis evoluiu de R$ 278 milhões para R$ 1,14 bilhão, em incremento real de 89,32%.

Região tem força para ampliar os valores gerados

Na avaliação de Ribas Netto, Ponta Grossa e região têm muito a avançar no VBP. “Estamos indo bem, mas poderíamos ir melhor se tivessem menos amarras. Temos amarras ambientais fortes, que fazem com que a gente não avance, com morosidade de licenciamentos e processos que acabam segurando nossa produção e produtividade. E na região temos muitas coisas que acabam não sendo computadas, pela questão de bloco de notas, de não levar para a prefeitura, e isso dá prejuízo”, alega. Outro exemplo dado por ele é que muitos produtores fazem por si a silagem e a usam na própria propriedade, e esses valores não entram na contagem, diferentes de municípios que comercializam silagem, como Castro, por exemplo.

Além disso, o presidente do sindicato alega que há produtores que relutam a aderir à tecnologia, impedindo ganhos maiores. “Ponta Grossa é muito atrasada na intensificação. E aí que falo que licenciamentos e incentivos são necessários. Hoje tem muita tecnologia, que faz com que muitas atividades tenham impacto zero, mas tem pessoas que se mantêm nas ideias antigas, ultrapassadas, e permanecem achando, por exemplo, que uma suinocultura tem alto impacto ambiental. Hoje temos biodigestão, com resíduo zero ao meio ambiente, com geração de energia e de fertilizantes a partir de esterco”, acrescenta.

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