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Paraná prevê a maior safra de soja da história

Projeção do Deral aponta colheita de 21,47 milhões de toneladas no Paraná, valor 3,3% superior ao recorde anterior, da safra 2019/20. Alta se deve à área recorde que deve ser plantada neste ciclo

Colheita na região deve alcançar 2,19 milhões de toneladas
Colheita na região deve alcançar 2,19 milhões de toneladas -

Fernando Rogala

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Estado do Paraná deverá ter, nesta safra de 2022/2023, a maior produção de soja de sua história. O último boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento, com a estimativa de safra, divulgado na última semana, aponta uma projeção de 21,47 milhões de toneladas de soja colhidas em território Paranaense. Caso venha a ser confirmado, haverá um acréscimo de 693 mil toneladas em relação à safra recorde paranaense, a de 2019/2020, quando foram colhidas 20,78 milhões de toneladas de soja, ou seja, 3,33% a mais.

Na comparação com a safra passada, que teve o pior desempenho dos últimos dez anos, quando 12 milhões de toneladas foram colhidas no Paraná, a perspectiva é de um aumento de 78,25% no total retirado do campo desse cultivar. Seria um aumento de quase 10 milhões de toneladas de soja (9.427.870 toneladas).

Uma das justificativas para esse crescimento recorde é o aumento de área plantada com esse cultivar, também o maior da história no estado. Dessa vez, a perspectiva é de que 5,73 milhões de hectares sejam preenchidas com soja, valor 4,65% maior do que o ocupado na safra passada, que foi de 5,47 milhões de hectares.

O valor deve ser alcançado mesmo sem uma previsão de produtividade (rendimento por hectare) recorde. Com essa área e essa colheita prevista, a média de rendimento previsto é de 3,74 mil quilos por hectare, o que significa um valor 1,25% inferior à safra de 2019/2020, por exemplo, que alcançou 3,79 mil quilos por hectare. É uma projeção também abaixo da ‘super safra’ de 2016/2017, quando o rendimento médio alcançou 3,76 mil quilos por hectare.


CAMPOS GERAIS

A projeção para a safra 2022/23 nos Campos Gerais prevê um aumento de 7,1% na comparação com a safra anterior. De acordo com o levantamento, nos 19 municípios abrangidos pelo núcleo regional do Deral deverão ser colhidos 2,19 milhões de toneladas (na safra passada foram 2,04 milhões). Seria um valor próximo do recorde histórico da cidade, registrado na safra 2019/2020, quando o total alcançou 2,24 milhões de toneladas. 

Apesar da tendência de alta na área plantada no Paraná, nos Campos Gerais o plantio de soja não deve aumentar. A previsão para essa safra é de 548 mil hectares com esse cultivar, contra 556 mil hectares na safra 2020/21 e 555 mil na safra 2019/20; e ainda menos que as safras de 2018/19 e 2017/18, que registraram 570 mil e 573 mil, respectivamente. 

Quando à produtividade esperada, é de 4 mil quilos por hectare na atual safra, valor que seria melhor que o a ‘supersafra’ de 2016/17, de 3.964 quilos por hectare, mas ainda inferior ao da safra 2019/20, quando atingiu 4.038 quilos por hectare.

Produção de milho deve subir 

No milho, também há uma perspectiva de crescimento nesta primeira safra de 2022/23. No Paraná, a estimativa é de 3,9 milhões de toneladas nesta safra, montante 31,68% superior às 2,96 milhões de toneladas da safra 2021/22. Em Ponta Grossa, a produção total deve alcançar 863,8 mil toneladas, valor 24,4% maior que os 694,1 mil retirados na safra anterior no município. O crescimento do rendimento por hectare no estado está projetado em 41%.

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