Após 5 anos, homens acusados de feminicídio vão a Júri Popular | aRede
PUBLICIDADE

Após 5 anos, homens acusados de feminicídio vão a Júri Popular

Augusto e Aurélio são acusados de homicídio triplamente qualificado e estão em liberdade.

Eloege foi morta a tiros e o crime irá a Júri Popular no próximo dia 12.
Eloege foi morta a tiros e o crime irá a Júri Popular no próximo dia 12. -

Da Redação

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Augusto e Aurélio são acusados por homicídio triplamente qualificado e estão em liberdade. 

No próximo dia de 09 março, inicia o julgamento do caso Eloege Madeira, que foi alvejada com dois tiros na região da cabeça, no dia 03 de março de 2017, quando tinha 30 anos. A vítima foi encontrada morta pela irmã e pelo filho, dentro de casa. 

Após 5 anos do crime, Augusto e Aurélio estão soltos, foram presos em junho de 2017 mas receberam o benefício de responder em liberdade. Os réus irão a Júri Popular e serão julgados por homicídio triplamente qualificado, sendo: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, com pena prevista de 12 a 30 anos. 

 Para o advogado da família de Eloege, João Maria de Goes Junior. "É um processo complexo. Envolve muito sentimento de uma família destroçada por um crime bárbaro. Na verdade, toda cidade de Carambeí espera por esse dia" diz. 

Segundo o delegado Marcus Vinicius Sebastião, as investigações chegaram aos possíveis autores em decorrência da quebra de sigilo de mensagens de celular trocadas entre os suspeitos. “Um deles é parente do esposo de Eloege e o outro parceiro no crime. As mensagens revelaram que a vítima estava sendo assediada por um dos suspeitos”. 

Eloege deixou um filho, que a encontrou morta, e hoje está com 11 anos. Joice Madeira irmã da vítima, contou que "minha irmã vivia para o seu filho, demorou anos para engravidar e não teve a oportunidade de acompanhar seu crescimento, sua vida, dar o suporte que toda criança necessita. Não existe nada mais doloroso que olhar para ele, e ver que está crescendo sem sua mãe", lamenta a irmã. 

A família faz um apelo:

Hoje, cindo anos após a morte da minha irmã, nós desejamos profundamente que os acusados sejam condenados pelo crime que cometeram, e que recebam pena máxima. Nada nunca trará ela de volta, nada nunca vai aliviar essa dor que sentimentos, mas saber que eles ficaram presos por longos anos, com certeza nós traz um pouco de paz. Todos os dias , desde o dia do crime, tememos por nossas vidas, tememos por encontrá-los na rua como pessoas comuns, pessoas normais, e não criminosos como são. Eles seguiram suas vidas normalmente, como se nunca tivessem feito nada, e nós, as vítimas disso tudo é que vivemos aprisionados, aprisionados no medo, no receio. Nós esperamos que eles paguem por todo o mal que fizeram a minha irmã, por todo mal que fizeram em nossas vidas, mas principalmente por todo o mal que fizeram para o meu sobrinho, tirando sua mãe da vida dele tão precocemente. 

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right