Região ganhará duas novas usinas hidrelétricas

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) irá financiar, ainda neste ano, a construção de duas novas hidrelétricas na Região dos Campos Gerais. São os projetos ‘Tibagi Montante’, no município de Tibagi, e ‘Confluência’, no Rio Marrecas, em Prudentópolis. Somados os dois investimentos são R$ 347 milhões a serem aplicados, dos quais o banco deverá pagar cerca de 70% – o valor do financiamento ainda está sendo fechado.
“A energia é um setor que o BRDE vem priorizando nas suas ações de financiamento, porque hoje o Brasil é carente de energia para atender demanda da população. O acionamento das termelétricas fez com que o preço da energia subisse e, com isso, temos priorizado tanto as pequenas centrais hidrelétricas, quanto as eólicas”, diz Orlando Pessuti, diretor administrativo do BRDE.
Para realizar os financiamentos, há a necessidade do acerto de alguns detalhes, como a entrega de um ou outro documento. Os dois empreendimentos já participaram dos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e negociaram a venda de energia, com o compromisso de entrega da energia para o Sistema Nacional até 2020.
Conforme a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a hidrelétrica Tibagi Montante, que terá potência de 32 MW, será erguida por R$ 217 milhões. Seu projeto prevê a construção de uma barragem, pouco antes do município, com 273,10 metros de comprimento na crista e altura máxima, de 26,50 metros, e abrigará duas turbinas. Já o projeto Confluência, que irá fornecer 27 MW, demandará de um investimento de R$ 130 milhões. Ela terá uma barragem de 80 metros de largura por 27 metros de altura.
“Estamos nas tratativas finais, e os valores deverão ser bem significativos. O financiamento do BRDE normalmente gira em torno de 70% do investimento, porque sempre é exigido que tenha uma participação”, completa Pessuti. Neste percentual, o aporte do BRDE seria de aproximadamente R$ 250 milhões. “Enquanto estão construindo, não se paga, e o dinheiro é liberado conforme a construção, por etapas. Depois de prontos, dá um prazo para fazer pagamento, que geralmente é de 15 anos. A própria barragem, as turbinas, tudo serve como garantia”, completa. Segundo ele, o juro praticado é o TJLP e mais 4,1%, determinado de acordo com o BNDES.
Usina de R$ 400 mi em Tibagi está em fase de licenciamento
Um novo empreendimento hidrelétrico também está previsto para a região, mas ainda em fase de licenciamento. É o da Usina Santa Branca, também idealizada para o Rio Tibagi, no município que leva este mesmo nome. Ela é projetada, contudo, antes da Usina ‘Tibagi Montante’, com um pequeno percentual da sua área alagada (2%) no município de Carambeí. Para esse empreendimento, na próxima semana serão realizadas audiências para o processo de licenciamento ambiental (dia 19 em Carambeí e dia 20 em Tibagi). O investimento estimado é de R$ 400 milhões, com capacidade instalada de 62 MW. Sua barragem terá quase 500 metros de largura e 34 metros de altura.
Informações do Jornal da Manhã





















