PCPR indicia ex-diretor de informática e empresário por fraude licitatória em Carambeí
A Operação Wi-Fraude investigaou crimes de fraude em licitações e exclusão indevida de dados nos sistemas informatizados da Administração no município de Carambeí

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), através da Delegacia de Carambeí, concluiu nesta terça-feira (04) o inquérito policial em que eram investigados crimes de fraude em licitações e exclusão indevida de dados nos sistemas informatizados da Administração no município de Carambeí.
Durante a investigação foram cumpridos cinco mandados judiciais de busca e apreensão e dois de afastamento dos cargos de Diretor do Departamento de Informática e de Secretário de Administração.
Com o encerramento da fase investigativa, a Autoridade Policial indiciou o ex-diretor de informática e um empresário pela prática, em tese, de seis crimes de frustração do caráter competitivo da licitação e fraude licitatória mediante entrega de serviço com qualidade e quantidade inferior ao previsto no contrato. O ex-diretor também foi indiciado por excluir indevidamente dados dos sistemas informatizados da Administração. Se condenados, o somatório das penas pode chegar de 30 a 68 anos de reclusão para o ex-diretor, e de 28 a 56 anos de reclusão para o empresário.
Também foi indiciada uma servidora pela participação em um crime de frustração do caráter competitivo da licitação cuja pena, se condenada, é de 04 a 08 anos, bem como o secretário municipal afastado pela prática, em tese, de seis crimes de frustração do caráter competitivo da licitação cujas penas podem chegar de 24 a 48 anos de reclusão.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público para providências.
Prefeita de Carambeí detalhou envolvimento de secretário na investigação
A prefeita de Carambeí esteve no Portal aRede para explicar a investigação da PCPR que levou ao afastamento judicial de um secretário municipal investigado no inquérito.
Em 5 de maio deste ano, foi deflagrada a Operação Wi-Fraude, em que policiais civis cumpriram cinco mandados judiciais de busca e apreensão nas residências e empresas dos investigados, bem como nas dependências da Prefeitura Municipal. Dois homens foram presos em flagrante por posse irregular de arma de fogo, além de terem sido apreendidos dinheiro em espécie e diversos equipamentos eletrônicos.
A investigação, iniciada em fevereiro de 2025, aponta que um servidor comissionado teria falsificado orçamentos para beneficiar empresas próprias ou ligadas a ele em processos de contratação de sinal de internet para eventos municipais.
De acordo com o inquérito, o esquema operava desde 2022. Para dificultar a fiscalização, o suspeito teria utilizado acessos privilegiados ao sistema para excluir dados e documentos do Portal da Transparência, frustrando o caráter competitivo das licitações. A Justiça determinou o afastamento imediato do servidor de suas funções públicas enquanto as investigações prosseguem.
Na ocasião, o Poder Judiciário também determinou o afastamento do cargo do Diretor do Departamento de Informática, indiciado nesta terça-feira (04).
Com o avanço das investigações, a Autoridade Policial representou novamente pelo afastamento do cargo do então Secretário de Administração (chefe direto do Diretor de Informática exonerado) e, diante de indícios de sua participação ativa no esquema, o Poder Judiciário determinou seu afastamento imediato da função pública de Secretário de Administração como forma de evitar a reiteração delitiva.
Denúncias
A PCPR solicita a colaboração da população com informações que auxiliem nas investigações e localização de foragidos da justiça. As denuncias podem ser feitas de forma anônima, pelo números 197 da PCPR, 181 do Disque-Denúncia, ou pelo WhatsApp (42) 3231-1738 diretamente à equipe de investigação.
Leia o resumo da notícia
PCPR conclui investigação: A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito da Operação Wi-Fraude e indiciou quatro pessoas por supostas fraudes em licitações e exclusão de dados da Prefeitura de Carambeí. O caso foi encaminhado ao Ministério Público.
Esquema envolvia contratos de internet: As investigações apontam que um servidor teria falsificado orçamentos para favorecer empresas ligadas a ele em contratações de internet para eventos municipais, além de apagar informações do Portal da Transparência para dificultar a fiscalização.
Afastamentos e penas: O ex-diretor de Informática, um empresário, uma servidora e o ex-secretário de Administração foram indiciados. Durante a investigação, houve buscas, apreensões e afastamentos judiciais de cargos públicos. As penas, em caso de condenação, podem ultrapassar 60 anos de reclusão para alguns dos investigados.





















