Márcio Taques esclarece acusações e apresenta defesa
O chefe de gabinete da Prefeitura foi alvo de ataques que envolvem o nome de familiares, inclusive o da esposa de Taques

O chefe de gabinete da Prefeitura foi alvo de ataques que envolvem o nome de familiares, inclusive o da esposa de Taques
O chefe de gabinete da Prefeitura de Carambeí, Márcio Taques, se manifestou nesta quarta-feira (12) sobre a notícia do bloqueio de seus bens pela Vara Cível da Comarca de Jaguariaíva no dia 27 de março, a pedido do Ministério Público Estadual (MP-PR) que apura irregularidades em processo licitatório na Autarquia de Águas e Esgoto do município de Jaguariaíva (SAMAE).
Márcio esclarece que não foi citado ainda pela Justiça, mas após ter conhecimento do fato pela imprensa já procurou os advogados. “Eles [advogados] já tomaram conhecimento da ação, estamos tranquilos, é um processo normal, que necessita de esclarecimentos da nossa parte”, aponta.
Taques enfatiza que o procedimento adotado pela Justiça é padrão. “A Justiça bloqueou os bens de todos os envolvidos até o desfecho da ação e ressalto, a empresa ainda não foi citada, a partir da citação terei um prazo de 15 dias para apresentar a defesa prévia e a juíza analisando essa defesa decide pelo recebimento ou arquivamento da ação”, esclarece.
Entenda o caso
Marcio explica que a empresa, a qual na época era proprietário, em 2009, foi contratada através de dispensa de licitação pela Autarquia de Águas e Esgoto do município de Jaguariaíva para realizar projetos de rede de esgoto. “O que está causando confusão no nosso caso é que o promotor entendeu que a contratação da empresa foi através do artigo 26, da Lei de Licitações, pelo notório saber. Mas a contratação foi baseada no artigo 24 que prevê a contratação através da dispensa pelo baixo valor, está tudo documentado, o processo licitatório deixa bem claro que foi amparado pelo artigo 24, vamos apresentar as provas para a juíza do caso”, enfatiza Taques e ressalta ainda que a documentação também comprova que todo o serviço contratado foi executado. “Não houve ilícito por parte da empresa”, frisa.
Família
Márcio esclarece também que sua esposa não teve participação no processo. Taques lamenta que por perseguição política e por atualmente ela ser proprietária da empresa, um jornal de um grupo político de oposição, derrotado nas últimas eleições, publicou uma matéria e envolveu de forma leviana o nome de sua esposa.
“Fica bem claro que é um ataque político, que tenta me desestabilizar e o Governo Municipal do qual faço parte, prova disso é que em momento algum fomos procurados pelo jornal que publicou a matéria, teríamos esclarecidos os fatos, mas não é esse objetivo deles, querem transformar uma investigação numa condenação”, lamenta.
Márcio frisa que confia no Poder Judiciário e que a verdade prevalecerá. “Estamos confiantes na Justiça, vai prevalecer à ampla defesa que nos é garantida. Estou de cabeça erguida. A empresa é séria, presta serviços na região dos Campos Gerais não têm nada para esconder, estamos à disposição para esclarecer todos os fatos” enfatiza.
Saída
Em relação ao pedido de exoneração da Secretaria Municipal de Administração e Negócios Jurídicos, Márcio esclarece que fez o pedido ao prefeito Osmar Blum (PSD) por avaliar que a demanda da pasta de Administração cumulativa com a Chefia de Gabinete estava se tornando incompatível e comprometendo o bom andamento dos processos internos.
“Acumulei a função desde a saída do último secretário, no final de 2016, é um volume de trabalho grande, pedi para o prefeito nomear outra pessoa, vou me dedicar ao gabinete”, comenta. Nesse período Márcio acumulou os cargos, mas só recebeu por um deles.
As informações são da assessoria de imprensa.





















