Advogado de Selski pedirá ‘afastamento’ de promotor do caso
Responsável pela defesa do ex-prefeito de Ipiranga pedirá suspeição do promotor Leandro Ataides. Advogado acredita que caso coloca magistrado como ‘vítima’ do processo.

Responsável pela defesa do ex-prefeito de Ipiranga pedirá suspeição do promotor Leandro Ataides. Advogado acredita que caso coloca magistrado como ‘vítima’ do processo.
A defesa do ex-prefeito de Ipiranga, Roger Selski, pretende entrar com a arguição de suspeição do promotor de Justiça Leandro Ataides, responsável pela ação penal que resultou na prisão preventiva de Selski durante a quinta-feira (30). A alegação principal é que o magistrado seria, supostamente, vítima do processo – e, por isso, não poderia julgá-lo com imparcialidade.
Responsável pela defesa do ex-prefeito, Fernando Madureira afirmou que deve ser respeitado o “princípio do promotor natural e imparcial”. Madureira ressaltou a declaração do delegado da Polícia Civil, Guilherme Luiz Dias, na quinta-feira, quando disse que Selski é suspeito de encomendar a morte do promotor. Para Madureira, a investigação sobre o assunto coloca o promotor, supostamente, como vítima do processo.
Madureira ainda afirma que há indícios de inimizade e sentimento pessoal envolvendo o representante do Ministério Público (MP) e o acusado, que também impede a análise imparcial do processo. Ataíde é autor de várias denúncias contra o ex-prefeito, entre elas um pedido de cassação do mandato que chegou a ser enviado ao Legislativo de Ipiranga em outubro de 2014 – a proposta acabou não prosperando na Casa de Leis. Na ocasião, o promotor afirmava que Roger havia cometido o crime de improbidade administrativa ao criar um número excessivo de cargos comissionados na cidade.
Madureira entende ainda que não existirem razões para mantê-lo preso preventiva e já entrou com um pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) - uma decisão deve acontecer neste fim de semana.
Prisão
Roger foi preso na manhã de quinta-feira (30) quando saia de casa. O ex-prefeito é acusado dos crimes de extorsão, agiotagem e lavagem de dinheiro. De acordo com o delegado Guilherme Luiz Dias, a investigação começou depois que a Polícia Civil recebeu denúncias de um falso policial civil que agia em Ipiranga e na região. Igor Teixeira da Luz, apontado como o falso policial responsável pelos golpes, foi preso há uma semana e seria parte de um esquema comandado por Roger. “O ex-prefeito agia como agiota e contratava pessoas para fazer as cobranças da dívida, entre eles o Igor que se passava por policial civil”, contou o delegado.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Roger comandaria um esquema de agiotagem e emprestava dinheiro fornecendo cheques nos nomes dos clientes – por isso ele também foi enquadrado no crime de lavagem de dinheiro de acordo com o delegado. “A partir da prisão do Igor, nós descobrimos uma série de crimes em que o Roger não só estaria envolvido como seria o mandante da ação”, contou o delegado. Guilherme Luiz Dias afirma que Roger teria ‘encomendado’ a morte do promotor, oferecendo R$ 20 mil para a execução.
Ministério Público
O Portal aRede tenta contato com representantes do Ministério Público do Paraná (MPPR) para comentar sobre o pedido de suspeição do promotor de Justiça Leandro Ataides. Até o fechamento deste conteúdo, não foi possível o contato com o órgão.





















