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Aliel quer barrar passaporte a investigado na Lava Jato

Deputado federal quer barrar documento concedido ao pastor Samuel Cássio Ferreira, da Igreja Assembleia de Deus

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Afonso Verner

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O deputado federal Aliel Machado (Rede) quer suspender a emissão de passaportes diplomáticos para pessoas investigadas na operação Lava Jato da Polícia Federal. Um decreto legislativo de autoria do deputado tramita na Câmara Federal e salienta a situação ilustrada pelo pastor Samuel Cássio Ferreira. O religioso é investigado na Lava Jato e que recebeu um passaporte diplomático, com validade de três anos, de José Serra (PSDB), novo Ministro das Relações Exteriores.

Aliel argumenta que uma portaria baixada pelo novo ministro, José Serra, flexibiliza a confecção e documentos do tipo que seriam entregues apenas para diplomatas brasileiros ou pessoas que representam o país . “Todavia, não se tem conhecimento sobre quais os critérios foram utilizadas para se concluir pela existência de “interesse do País” na concessão dos passaportes. Não se tratam, igualmente, de autoridades aptas a receber tamanha benesse”, diz Aliel no projeto.

Ainda no decreto legislativo, Aliel argumenta que na delação premiada,  Julio Camargo, afirmou que teria feito repasses de US$ 5 milhões a pedido do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). “Aliás, segundo a Portaria da lavra do Sr. José Serra, consta como requisitante justamente a Assembleia de Deus, que aparece em delação na Operação Lava Jato como intermediadora de dinheiro ilícito, com envolvimento do Presidente afastado da Câmara, Sr. Eduardo Cunha”, salienta Aliel.

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