Senadores iniciam argumentações sobre processo
Em defesa da admissibilidade do processo, a senadora Ana Amélia (PP-RS) destacou que o Senado está escrevendo uma página na história da política brasileira
A senadora Ana Amélia defende o andamento do processo de impeachment de Dilma,
durante sessão plenária para decidir sobre a admissibilidade do processo
A primeira senadora inscrita
para falar na sessão do Senado que pode resultar no afastamento da presidenta
Dilma da presidência, por 180 dias, começou a falar mais de uma hora e vinte
minutos após o início da sessão. Em defesa da admissibilidade do processo, a
senadora Ana Amélia (PP-RS) destacou que o Senado está escrevendo uma página na
história da política brasileira e que o dia exige paciência, serenidade e
responsabilidade.
A gaúcha
lembrou que, a partir de agora, o Senado é um tribunal político e disse que
mesmo os senadores favoráveis ao afastamento de Dilma Rousseff não sente
nenhuma alegria ou satisfação em fazer isso, “mesmo sabendo da cobrança da
sociedade, que tem pressa”.
Ana
Amélia disse estar tranquila e disse que as várias questões de ordem
apresentadas por governistas, pedindo o cancelamento da sessão, e negadas pelo
presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) só reforçam a tese de que o contraditório
e ampla defesa da presidenta estão sendo garantidos no processo, cujo rito foi
definido pelo Supremo Tribunal Federal.
A
senadora considerou que são graves os fatos imputados contra a presidenta da
República e que há provas suficientes para a admissibilidade do impeachment.
Condução
da sessão
Ao todo,
68 senadores se inscreveram e terão 15 minutos para se manifestarem no
plenário.
Inicialmente
a ideia do presidente do Senado era alternar as falas dos 68 senadores
inscritos, favoráveis e contrários ao impeachment, mas Renan está seguindo a
lista de inscrição. Nessa primeira fase, cada senador tem 15 minutos para se
manifestar. Caso todos utilizem o tempo máximo, essa etapa, durará mais de 17
horas.
Até o
fechamento dessa reportagem os deputados federais Sílvio Costa (PTdoB–PE) e
Paulo Pimenta (PT-RS) acompanhavam a sessão dentro do plenário do Senado. Ambos
são vice-líderes na Câmara e atuaram fortemente em defesa do mandado de Dilma.