Região produz 2,77 milhões de toneladas na 1ª safra

Apesar da grande quebra na soja e no feijão em âmbito estadual, na região houve aumento na produção total de grãos na primeira safra de verão

Alta na produção de milho contribui para o crescimento da produção estadual e regional
Alta na produção de milho contribui para o crescimento da produção estadual e regional -

Fernando Rogala

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Apesar da grande quebra na soja e no feijão em âmbito estadual, na região houve aumento na produção total de grãos na primeira safra de verão

A primeira safra de grãos de verão, que foi uma das piores da história recente do Paraná, teve um resultado diferente nos municípios que compõe os Campos Gerais. Ao contrário dessa média estadual, que apresentou uma retração média de quase 35% na primeira safra, nas 19 cidades abrangidas pelo núcleo regional do Departamento de Economia Rural (Deral), somadas as produções da soja, do milho e do feijão, o total produzido foi de 2,77 milhões de toneladas, valor superior aos 2,76 milhões de toneladas registrados na safra anterior. 

Duas são as justificativas para essa discrepância regional: a melhor média de produtividade de soja do estado e o aumento da área plantada do milho, que tem um rendimento médio por hectare quase três vezes maior que o da soja.

No caso da soja, produto que ocupa a maior área plantada no Estado, totalizou uma colheita de 2,04 milhões de toneladas. Esse valor é maior que o dobro de qualquer outra das 21 regiões paranaenses, e representou 16,9% de toda a produção paranaense no período, que foi de 12,06 milhões de toneladas. Enquanto no Paraná o total produzido teve uma quebra de 39,1%, nos Campos Gerais o total produzido foi de foi 3,2% inferior, fruto principalmente de uma redução na área plantada na casa dos 3%, de 556,5 mil hectares para 541,9 mil hectares. 

O rendimento médio da soja na região foi muito parecido ao da safra 2020/2021: Nesta safra, foram 3.766 quilos por hectare, contra 3.792 na safra anterior (-0,69 %), valor distante da média paranaense onde a produtividade foi de 2.145 quilos por hectare. Essa diferença ocorreu porque a estiagem que afetou quase todo o estado foi menor nos Campos Gerais, onde o plantio é iniciado mais tarde – e com isso, ficou menos susceptível ao período da estiagem, no final de 2021 No total, a redução do total colhido de soja nos Campos Gerais, dessa safra para a anterior, foi de 69,45 mil toneladas.

Se houve essa perda na soja, no milho a produção total cresceu 88,49 mil toneladas, ao passar de 605,6 mil toneladas para 694,1 mil toneladas, o que significa um incremento de 14,6%. Isso ocorreu porque a área plantada com esse cultivar saltou de 68,45 mil hectares para 81,75 mil hectares, o que significa um aumento de 19,4%. É uma alta na produção total observada mesmo diante da queda de 4% no rendimento médio por hectare, de 8.848 quilos para 8.491 quilos. No Paraná, a produção de milho caiu 4,68%.

No feijão, além da redução de 12,8% na área plantada, de 30,7 mil hectares para 26,8 mil hectares, a produtividade caiu 17,5%, de 1.712 quilos por hectare para 1.411 quilos por hectare. Com isso, o total produzido na primeira safra caiu 28,1%, de 52,6 mil quilos para 37,8 mil quilos, valor equivalente a 19,33% da produção estadual. No Paraná, a produção de feijão teve uma baixa de 23,8%.

Estado projeta safra recorde com alta produção de milho

Nesta quinta-feira (30), o Deral divulgou a projeção mensal da safra, agora estimada em 36,2 milhões de toneladas, valor inferior às 36,8 milhões de toneladas previstas em maio. Ainda assim, se trata de uma safra recorde. A área de plantio é de quase 10,9 milhões de hectares. O chefe do Departamento de Economia Rural, Marcelo Garrido, destacou os bons crescimentos projetados para alguns produtos, em relação à safra anterior, particularmente as culturas de milho e de feijão nesta segunda safra. “É importante observar que, apesar dos problemas enfrentados pelo agricultor, sobretudo os climáticos, a persistência e a vontade de semear a terra venceram e novamente vislumbramos recordes em alguns produtos”, afirmou. O total de milho nesta segunda safra deve ficar em torno de 15,4 milhões de toneladas - é uma redução de 700 mil toneladas em relação à projeção inicial de 16,1 milhões de toneladas. Mas será 170% superior ao colhido na safra anterior, que ficou em 5,7 milhões de toneladas

Segunda safra pode ter crescimento 78% na região

Na segunda safra de verão de 2022, a projeção é de um crescimento de 78,19% na região, com a colheita de 362,6 mil toneladas de grãos – contra 203,48 mil toneladas consolidadas na safra de 2021. Na soja, a produção deste ano foi 31,9% maior, ao passar de 35,6 mil toneladas para 47 mil toneladas, após ter um rendimento superior em 23% (de 2,46 toneladas para 3,03 toneladas por hectare). O milho de segunda safra tem uma projeção ainda maior, de totalizar 208,9 mil toneladas, montante 88,7% superior aos 110,7 mil toneladas da safra anterior. Já no feijão a estimativa está em uma alta de 86,6%, de 57,18 mil toneladas para 106,7 mil toneladas.

Com informações da AEN