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Cotação sobe e soja atinge o maior valor nominal da história

Em Ponta Grossa, saca de 60 quilos da soja está cotada a R$ 183,50, com base no valor desta segunda-feira (7)

Preço médio da saca da soja supera os R$ 180 em todas as regiões paranaenses
Preço médio da saca da soja supera os R$ 180 em todas as regiões paranaenses -

Fernando Rogala

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Em Ponta Grossa, saca de 60 quilos da soja está cotada a R$ 183,50, com base no valor desta segunda-feira (7)

O preço da soja está aumentando no mercado nacional e o preço pago pela saca de 60 quilos atingiu valor nominal recorde em Ponta Grossa nesta segunda-feira (7). De acordo com o relatório Sistema de Informação de Mercados Agrícolas, divulgado diariamente pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (SEAB), o valor médio da saca está em R$ 183,60, chegando a R$ 184,50 na cotação mais alta. Isso significa uma alta de 11,6% em relação à cotação média de 20 dias atrás (18 de janeiro), quando a saca era vendida por R$ 164,50, em média – e um valor mínimo de 163,60, o que significa uma variação de 12,22%. Na comparação anual, no dia 8 de fevereiro de 2021 (R$ 155,60), a alta é de 18%, mas se a comparação for feita com fevereiro de 2020, quando o valor médio era de R$ 78, o aumento no preço foi de 135,4%.

O valor recorde foi confirmado já na última sexta (4), quando o preço da saca tinha chegado a R$ 181,50, informa o documento do Serviço de Informação Diária (SID) do Deral. “Desde a segunda quinzena do mês de janeiro, o mercado agrícola tem acompanhado uma arrancada nos preços da soja. Para a região do Núcleo de Ponta Grossa, em 18 de janeiro o preço médio da saca de 60 quilos estava em R$ 164,50 para a soja, chegando a atingir o valor de R$ 181,60 nesta data, o maior preço nominal registrado até o momento”. De sexta para segunda, no entanto, já ocorreu essa valorização média de R$ 2 na saca. Para o consumidor final, o reflexo disso em breve será sentido no preço do óleo de soja, que subirá ainda mais nos mercados.

Essa tendência de alta no preço do grão não é exclusiva de Ponta Grossa: em qualquer regional paranaense o valor pago pela saca está acima de R$ 180, variando entre R$ 180,00 e R$ 185,00. Os menores preços estão em Jacarezinho e Irati, enquanto que o mais alto está em Pato Branco. Segundo o próprio documento do SID, as altas são reflexos da valorização do preço do grão em função da quebra da safra observada na América do Sul, especialmente no Sul do país – há regiões paranaenses onde o total colhido será menos de 30% do previsto. “Os preços da soja seguem em alta na Bolsa de Chicago, devido às condições críticas que se encontra a safra na América do Sul”, explica o informativo. No Rio Grande do Sul, em algumas regiões, o valor pago pela saca já chegou aos R$ 200.

Quebra na safra está pressionando os valores 

O primeiro fator para o primeiro grande salto dos preços ocorreu em 2020, com a pandemia. Com ela, o dólar, moeda base para a venda das commodities, passou por valorização diante do real, e isso resultou em uma alta direta nos valores. A moeda norte-americana iniciou 2020 cotada próxima dos R$ 4, e fechou fevereiro nos R$ 4,49. Porém, com a pandemia, a divisa subiu a ponto de atingir R$ 5,42 ao final de abril. Só esse aumento, de 20%, já refletiu automaticamente na elevação do preço-base dos grãos no país. Porém, outros fatores impactaram especialmente relacionados ao mercado mundial. Com falta de soja no mercado, com baixa produção em alguns países, houve a valorização. E é este segundo fator, a falta da soja prevista para o Brasil, diante da quebra decorrente da seca no fim do ano passado, é um dos fatores que está pressionando essa valorização – somente no Paraná, por exemplo, o total colhido deverá ser 8,2 milhões de toneladas a menos que o inicialmente previsto (das 21 milhões de toneladas, o retirado dos campos paranaenses nesta safra 2021/2022 deverá ser de 12,8 milhões).   

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