Chuvas e excesso de umidade prejudicam lavouras de cevada no Paraná | aRede
PUBLICIDADE

Chuvas e excesso de umidade prejudicam lavouras de cevada no Paraná

Deral aponta queda na parcela de plantações em boas condições e considera improvável repetir produtividade da safra anterior

Colheita alcançou 4% dos 130 mil hectares estimados
Colheita alcançou 4% dos 130 mil hectares estimados -

Eduarda Gomes de Paula

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O excesso de umidade nas últimas semanas começa a afetar as condições das lavouras de cevada no Paraná. Segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta quinta-feira (17), a parcela das plantações classificadas como boas caiu de 86% para 80% em apenas uma semana. Ao mesmo tempo, as lavouras consideradas em condição média passaram de 14% para 20%.

O cenário é inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Naquele momento, 90% das lavouras estavam classificadas como boas e 10% como médias.

A colheita da cevada começou em agosto e atingiu 4% da área total estimada de 130 mil hectares. O ritmo é próximo ao observado no mesmo período da safra anterior, quando 6% da área havia sido colhida. De acordo com o Deral, o percentual atual não indica atrasos significativos na colheita.

A preocupação está principalmente nas condições climáticas. O predomínio de dias nublados, frios e úmidos nas últimas semanas afeta as lavouras que estão em fase final de maturação.

As plantações que ainda estão em estágio reprodutivo também começaram a apresentar impactos provocados pelo excesso de umidade, com deterioração das condições de campo. Diante do cenário, o Deral considera improvável que seja repetido o rendimento de 4.736 quilos por hectare alcançado na safra passada.

Por outro lado, houve expansão significativa da área cultivada. Em 2025, foram semeados 106 mil hectares de cevada. Neste ano, a área chegou a 130 mil hectares, aumento de 23%.

Segundo o Deral, a expansão ainda pode compensar uma eventual queda de produtividade e permitir uma produção total superior às 500 mil toneladas obtidas no ciclo anterior. Para que esse volume seja alcançado, porém, será necessário que o clima apresente condições favoráveis durante o período de maior intensidade da colheita, previsto para ocorrer entre outubro e novembro.

O boletim também aponta preocupação com os efeitos do El Niño. O aumento das chuvas já se destacou durante o inverno, período historicamente mais seco no Paraná, deixando menor margem para expectativas favoráveis em relação à primavera.

Com supervisão: Mário Martins.

CONTEÚDO DE MARCA

PUBLICIDADE