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Agronegócio ocupa a menor fatia do mercado de trabalho desde 2012

Participação do setor cai para 25,73% no primeiro trimestre de 2026; avanço no segmento primário e na escolaridade amenizam retração geral

Contingente de trabalhadores no agronegócio brasileiro somou 27,79 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2026
Contingente de trabalhadores no agronegócio brasileiro somou 27,79 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2026 -

Publicado por Eduarda Gomes

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Os trabalhadores do agronegócio representaram 25,73% da população ocupada no Brasil no primeiro trimestre de 2026, marca que representa a menor participação do setor no mercado total de trabalho para os três primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 2012. O índice também aponta queda na comparação com o quarto trimestre do ano passado, quando a proporção era de 26,03%.

Os dados foram apurados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base nas informações da pesquisa PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações foram divulgadas no Globo Rural.

No primeiro trimestre de 2026, o número total de pessoas trabalhando no agronegócio somou 27,79 milhões, registrando uma baixa de 1% (redução de 267.298 trabalhadores) frente ao mesmo período de 2025, quando o setor empregava 28,05 milhões de pessoas. Trata-se do menor contingente ocupado pelo agronegócio em um primeiro trimestre desde 2023. Segundo os pesquisadores do Cepea, o movimento acompanhou a retração geral do mercado de trabalho nacional, que registrou taxa de desocupação de 6,1% no período.

SEGMENTOS E CATEGORIAS

A retração no contingente de trabalhadores nos três primeiros meses de 2026 foi impulsionada principalmente pelos setores de serviços e transformação industrial ligados ao campo:

- Agrosserviços: Queda de 2,9% (-307.994 trabalhadores), sendo o segmento com maior impacto no resultado negativo.

- Agroindústrias: Retração de 3,1% (-148.527 trabalhadores).

- Insumos: Redução de 1,2% (-3.756 trabalhadores).

- Segmento Primário: Apresentou crescimento de 2,5% (+189.979 trabalhadores), amenizando a queda do setor.

Na análise por posição na ocupação entre o primeiro trimestre de 2026 e o de 2025, a maioria das categorias registrou queda: empregados sem carteira assinada (-3,6% ou -147,4 mil pessoas), empregados com carteira assinada (-1,2% ou -115,8 mil pessoas), empregadores (-5,2% ou -55,8 mil pessoas) e trabalhadores familiares auxiliares (-5,0% ou -68,5 mil pessoas). Em contrapartida, os trabalhadores por conta própria cresceram 1,8% (+120,2 mil pessoas), o que conteve parcialmente o recuo total.

PERFIL DO TRABALHADOR

A avaliação por escolaridade na comparação anual indicou queda no número de trabalhadores sem instrução (-1,4% ou -16 mil pessoas), com Ensino Fundamental (-1,9% ou -191,4 mil pessoas) e com Ensino Médio (-1,1% ou -91,8 mil pessoas). Em sentido oposto, o contingente de profissionais com ensino superior teve alta de 1,6% (+72,9 mil pessoas). Segundo o Cepea, mesmo com a redução do total de trabalhadores ocupados, manteve-se o processo contínuo de elevação da escolaridade média da força de trabalho no agronegócio.

Em relação ao gênero na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a ocupação masculina no agronegócio caiu 1,2% (cerca de -203,4 mil pessoas) e a presença feminina registrou recuo de 0,5% (aproximadamente -63,9 mil trabalhadoras).

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Menor Fatia Histórica: O agronegócio respondeu por 25,73% dos empregos no Brasil no 1º trimestre de 2026, o menor patamar para o período desde 2012, somando 27,79 milhões de pessoas ocupadas (-1% no comparativo anual).

- Impacto por Segmento: A queda foi puxada pelos agrosserviços (-307,9 mil vagas) e agroindústria (-148,5 mil vagas), enquanto o segmento primário no campo registrou alta (+189,9 mil vagas).

- Escolaridade em Alta: Apesar da redução geral de trabalhadores e das vagas formais/informais, o setor registrou crescimento de 1,6% no contingente de profissionais com ensino superior (+72,9 mil pessoas).

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