EUA barram ovos do Brasil, mas Paraná cresce e mantém vice-liderança | aRede
PUBLICIDADE

EUA barram ovos do Brasil, mas Paraná cresce e mantém vice-liderança

Retração de 14,5% nos embarques brasileiros é reflexo de tarifa mantida pelo governo americano; mercado paranaense dribla crise e fatura 45% mais

Paraná expandiu a produção interna de ovoprodutos
Paraná expandiu a produção interna de ovoprodutos -

Publicado por Eduarda Gomes

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

As exportações brasileiras de ovos registraram uma retração de 14,5% no primeiro quadrimestre deste ano, totalizando 16.863 toneladas embarcadas contra as 19.692 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior. O recuo no volume físico interrompe um ciclo de forte expansão e é reflexo direto das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, que mantiveram uma pesada taxação sobre o produto brasileiro. Apesar do cenário nacional adverso, o faturamento do setor no país subiu 3,5%, alcançando US$ 68,692 milhões (R$ 351,964 milhões).

O mercado internacional para a avicultura de postura do Brasil sofreu uma reviravolta geopolítica recente. No primeiro quadrimestre de 2025, os EUA lideravam como o principal destino dos ovoprodutos brasileiros, importando 5.591 toneladas para abastecer seu mercado interno, que havia sido severamente afetado por surtos de gripe aviária. Contudo, em julho do ano passado, o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre diversos itens agropecuários do Brasil. Embora o governo americano tenha retirado a taxa de alguns setores em novembro, os ovos continuaram sendo tributados.

Como consequência do "tarifaço", os embarques brasileiros para os EUA desmoronaram para apenas 103 toneladas entre janeiro e abril de 2026. O bloqueio tarifário forçou uma reorganização do mercado, fazendo com que o Chile assumisse o topo do ranking de importadores, com um crescimento de 74,2% nas compras. As informações são do último Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral).

Mesmo diante da instabilidade global, o Paraná conseguiu blindar seus resultados e consolidou sua posição como o segundo maior exportador de ovos do Brasil, atrás apenas de São Paulo. Os produtores paranaenses enviaram 2.908 toneladas ao exterior no primeiro quadrimestre, volume 18,5% superior ao de 2025. O desempenho financeiro do estado foi ainda mais expressivo, com uma receita cambial de US$ 17,106 milhões (R$ 87,647 milhões), um salto de 45% em relação ao ano passado.

A nível nacional, o ranking de estados exportadores do "complexo ovos", que engloba desde ovos frescos e cozidos até material genético e ovoalbumina, é liderado por São Paulo (5.377 t), seguido por Paraná (2.908 t), Minas Gerais (2.373 t), Rio Grande do Sul (2.132 t) e Mato Grosso (1.811 t), sendo que este último foi o único a registrar queda nos embarques.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Impacto do "tarifaço": A manutenção da tarifa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump reduziu a importação americana de ovos brasileiros de 5.591 toneladas para apenas 103 toneladas.

- Mudança de rota: Com a retração de 14,5% no volume nacional exportado, o Chile assumiu o posto de principal comprador de ovoprodutos do Brasil, com alta de 74,2% nas aquisições.

- Destaque paranaense: O Paraná driblou a crise comercial e cresceu 18,5% em volume e 45% em faturamento, isolando-se como o segundo maior estado exportador de ovos do país.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right