Importação de soja pela China cai 7,8% por colheita lenta no Brasil | aRede
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Importação de soja pela China cai 7,8% por colheita lenta no Brasil

Queda no bimestre reflete, ainda, a maioria dos embarques ​dos EUA que ainda não chegaram e demora no desembaraço aduaneiro

Analistas preveem um salto nas importações a partir de março
Analistas preveem um salto nas importações a partir de março -

Publicado por Eduarda Gomes

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As importações de soja pela China caíram nos dois primeiros ​meses do ano, refletindo a maioria dos embarques ​dos EUA que ainda não chegaram, por colheitas mais lentas do Brasil e pela demora no desembaraço aduaneiro, segundo analistas.

A expectativa é de que as importações se recuperem nos próximos meses, à medida que mais carregamentos dos EUA cheguem aos portos chineses e a safra recorde do Brasil comece a ser colhida.

A China combina os dados de janeiro e fevereiro ⁠para suavizar o impacto do feriado ​do Ano Novo Lunar, que pode cair em qualquer um dos meses ​em um determinado ano.

PRINCIPAIS DETALHES

As importações de soja da China em janeiro e fevereiro ⁠caíram 7,8% para 12,55 milhões de toneladas, segundo ⁠dados da alfândega, mas permaneceram acima das expectativas dos analistas de ​11,1 ‌milhões de toneladas.

Rosa Wang, analista da agroconsultoria JCI, sediada em Xangai, disse que as chegadas ⁠de janeiro e fevereiro foram cerca de 1 milhão de toneladas acima do esperado.

As chegadas de março estão estimadas em cerca de 6,4 milhões de toneladas, acrescentou Wang, em comparação com 3,5 milhões ‌de ⁠toneladas no mesmo mês ‌do ano passado.

"A maioria dos carregamentos iniciais dos EUA chegou apenas no final de fevereiro, limitando seu impacto, enquanto as safras brasileiras mais lentas e a logística atrasaram as chegadas ⁠aos portos chineses. A demora no desembaraço aduaneiro ⁠restringiu ainda mais as importações", disse Liu Jinlu, pesquisador agrícola da Guoyuan Futures.

"Em meio à ampla oferta sul-americana, ‌espera-se que as importações domésticas de soja melhorem nos próximos meses", acrescentou Liu.

As tensões comerciais atrasaram as compras chinesas da safra de soja de outono dos EUA até o final de outubro, depois que os líderes dos dois países se reuniram para estreitar ‌laços.

Desde então, a China importou cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA, sinalizando boa vontade antes de uma cúpula altamente esperada nas próximas semanas.

No mês passado, ⁠o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a China estava considerando comprar mais 8 milhões de toneladas de soja dos EUA, embora os comerciantes tenham permanecido céticos, já que ​os preços mais altos tornaram as compras menos econômicas.

No Brasil, os agricultores haviam colhido 51% ​da safra de soja 2025/26 até a última quinta-feira, informou a consultoria de agronegócios AgRural na segunda-feira, um aumento de 12 pontos percentuais em relação à semana anterior, mas abaixo dos 61% registrados um ano antes.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Queda no Volume Inicial: As importações chinesas de soja recuaram 7,8% em janeiro e fevereiro (12,55 milhões de toneladas). O recuo é atribuído ao atraso na colheita brasileira, lentidão logística nos EUA e burocracia no desembaraço aduaneiro na China.

- Relação EUA-China e Geopolítica: Após tensões comerciais, a China sinalizou "boa vontade" importando 12 milhões de toneladas dos EUA. Há uma expectativa de compra de mais 8 milhões de toneladas, embora o mercado esteja cético devido aos preços elevados em comparação à oferta sul-americana.

- Perspectiva de Recuperação: Apesar do início de ano lento, analistas preveem um salto nas importações a partir de março. A colheita no Brasil, embora mais lenta que no ano passado (51% contra 61%), caminha para uma safra recorde que deve inundar o mercado chinês nos próximos meses.

Com informações: CNN Brasil.

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