Sandro Alex propõe criar Centros de Referência de Educação Especializada
O objetivo desses novos 32 Centros de Referência é unificar todas essas ações em espaços regionais

O candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, tem entre suas metas a implementação de 32 Centros de Referência de Educação Especializada na rede estadual. Eles ficarão ligados aos Núcleos Regionais de Educação e vão ampliar o atendimento a cerca de 71 mil alunos com altas habilidades (superdotados) ou que necessitam de atendimento educacional especializado, como estudantes surdos, com deficiência visual ou deficiência física.
Atualmente, todo esse trabalho está vinculado ao Departamento de Educação Inclusiva (Dein), que coordena as metodologias aplicadas em todos os municípios com escolas estaduais. A educação especial trabalha na perspectiva da educação inclusiva e suporte ao processo de escolarização por meio da eliminação de barreiras e da promoção de condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem no ensino regular.
Esse departamento coordena as 315 Salas de Recursos voltadas aos estudantes superdotados com apoio do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação que atua em 16 Escolas de Referência, outros cinco Centros de Atendimento Educacional Especializado para Deficiência Visual e sete Centros de Apoio ao Surdo e aos Profissionais da Educação de Surdos do Paraná.
O objetivo desses novos 32 Centros de Referência é unificar todas essas ações em espaços regionais. “Queremos ampliar esse atendimento na rede estadual para alcançar cada vez mais os públicos da educação especial. O Paraná tem a melhor educação do Brasil e já está na vanguarda da oferta de aulas e treinamento de professores para alunos com altas habilidades ou outras necessidades. Mas temos espaço para avançar ainda mais. É isso que esses 32 novos centros vão oferecer”, disse Sandro Alex.
Ele complementou que o atendimento personalizado ajuda estudantes e famílias a encontrarem amparo na educação. "No Paraná, desenvolvemos materiais acessíveis para os estudantes que precisam, principalmente em relação à deficiência visual ou auditiva. Ninguém fica para trás. E desenvolvemos métodos específicos de identificação de altas habilidades. Nosso quadro de educação especial é o melhor do País e vamos continuar dando exemplo de acessibilidade e inclusão", acrescentou.
Altas habilidades
O número de estudantes identificados com altas habilidades/superdotação na rede estadual de ensino do Paraná passou de 1.300, em 2021 para 11.950 em 2026. O crescimento foi superior a 10 mil alunos em cinco anos. O avanço já acompanha a estruturação de um trabalho sistemático de identificação e direcionamento.
Desde 2022, o Paraná utiliza um protocolo próprio de identificação de estudantes com indicadores de altas habilidades. O processo pode começar pela observação dos professores e da equipe escolar, por uma demanda apresentada pela família ou pelo próprio estudante. Pais e responsáveis também podem procurar a escola ou o Núcleo Regional de Educação (NRE) para receber orientação.
O programa está organizado em quatro frentes: identificação e acolhimento; suplementação e enriquecimento curricular; acompanhamento pedagógico e apoio socioemocional; e formação e suporte técnico aos profissionais da educação e apoio as famílias.
Esse processo não é baseado apenas em notas ou testes de inteligência. Professores especialistas em educação especial utilizam questionários respondidos pelo estudante, pela família e pelos docentes, além de observação contínua, atividades pedagógicas e outros indicadores. Quando necessário, avaliações complementares podem integrar o parecer.
O estudante com altas habilidades permanece na classe comum, convivendo e aprendendo com os demais colegas, mas pode precisar de desafios, aprofundamentos e estratégias diferentes para continuar avançando em áreas nas quais demonstra maior potencial.
Educação especial
Na rede estadual de ensino, cerca de 112 mil alunos pertencem ao público-alvo da educação especial, com algum tipo de transtorno funcional específico, como dislexia e TDAH, além de estudantes com TEA, deficiência intelectual, física, visual, auditiva, Síndrome de Down ou altas habilidades/superdotação.
Para atender aos mais de 2 mil alunos com baixa visão e mais de 150 com cegueira, por exemplo, a rede disponibiliza provas em Braille, avaliações com fonte ampliada e superampliada, e versões em TXT para leitores de tela.
A rede também disponibiliza tecnologias assistivas, comunicação alternativa, tablets e ferramentas digitais de apoio pedagógico, além da atuação de tradutores de interprete de libras, de professores especializados de apoio, de comunicação e profissionais de apoio educacional que acompanham os estudantes no processo de aprendizagem, inclusão e acesso.
RESUMO
Criação dos Centros Regionais: Sandro Alex propõe a implementação de 32 Centros de Referência de Educação Especializada, vinculados aos Núcleos Regionais de Educação, para centralizar o atendimento de estudantes com deficiência ou altas habilidades.
Aumento da Identificação de Superdotados: A rede estadual saltou de 1.300 alunos identificados com altas habilidades em 2021 para 11.950 em 2026, impulsionada por um protocolo próprio de identificação contínua aplicado desde 2022.
Escopo da Educação Inclusiva: A proposta visa expandir o amparo aos cerca de 112 mil alunos elegíveis à educação especial na rede, unificando metodologias e ampliando recursos acessíveis (como Braille, LIBRAS e tecnologias assistivas).
Com informações da assessoria de imprensa.





















