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Gleisi defende indústria paranaense contra novo tarifaço dos EUA

Decisão dos EUA contra o Brasil foi orquestrada com apoio da família Bolsonaro e pode atingir parte da economia do país e muito da economia do Paraná, alertou Gleisi

Pré-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann
Pré-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann -

Publicado por Sara Dalzotto

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A deputada federal e pré-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann saiu em defesa das empresas e dos trabalhadores do Paraná diante da nova tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

Gleisi responsabilizou Flávio e Eduardo Bolsonaro pela pressão exercida nos Estados Unidos contra o Brasil. Ela destacou que, desde o ano passado, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro pedem abertamente aos EUA a implementação de tarifas contra o Brasil, subordinando empresas, empregos e interesses estratégicos nacionais ao projeto político da família.

Gleisi explicou que o mercado norte-americano compra, em média, US$ 1,5 bilhão por ano do Paraná, com aproximadamente 700 empresas paranaenses com faturamento proveniente dessas exportações. Entre elas, 16 obtêm mais de 90% da receita nas vendas aos Estados Unidos.

“A decisão anunciada em Washington pode atingir parte da economia do país e muito da economia do nosso estado. O novo tarifaço anunciado contra o Brasil traz consequências graves para o Paraná. Liderados por Flávio Bolsonaro, os traidores da pátria pediram que os Estados Unidos atacassem a soberania do Brasil para beneficiar os interesses eleitorais da família Bolsonaro. E Trump aceitou. Não vamos abrir mão da nossa soberania!”, declarou.

Ela alertou que Flávio Bolsonaro ofereceu o Pix e o acesso a terras raras aos Estados Unidos, “usando o futuro das famílias brasileiras como moeda de troca para tentar salvar seu projeto de poder”.

A parlamentar contestou ainda os fundamentos econômicos do tarifaço. Segundo o Governo do Brasil, as vendas norte-americanas ao país superaram as importações de produtos brasileiros em mais de US$ 400 bilhões nos últimos 16 anos.

“Nós temos uma balança comercial deficitária com os americanos. Isso deixa explícita a falta de argumentos técnicos para subsidiar a decisão do tarifaço”, disse Gleisi.

Madeira concentra o impacto no PR

Molduras, compensados, madeira serrada, pisos, portas e móveis representam aproximadamente 40% das exportações paranaenses aos Estados Unidos. A cadeia emprega cerca de 38 mil trabalhadores e está presente em 266 dos 399 municípios do estado, sobretudo nos Campos Gerais, no Norte Pioneiro e no Centro-Sul.

Governo Lula negocia exceções e compradores fora dos EUA

Gleisi destacou que o governo do presidente Lula mantém as negociações para reverter a tarifa e ampliar a lista de produtos excluídos da cobrança, com prioridade para madeira serrada, móveis e mercadorias desenvolvidas especificamente para o mercado norte-americano.

“O governo brasileiro liderou esforços para amenizar o tarifaço. Por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, tem insistido em incluir a madeira serrada e móveis na lista das exceções, pela maior dificuldade de mudança de mercado para esses produtos”, afirmou.

Além das negociações com os Estados Unidos, o governo federal busca compradores em outros países e prepara apoio às empresas que permanecerem sujeitas à sobretaxa. O Plano Brasil Soberano disponibiliza R$ 45 bilhões em linhas de financiamento administradas pelo BNDES, além de incentivos tributários e medidas de proteção ao emprego.

“O governo do presidente Lula continua negociando com os Estados Unidos, enquanto amplia as parcerias com outros países para minimizar os impactos à economia do país e do nosso estado. E vai tomar medidas para ajudar as empresas afetadas caso não consiga colocá-las na lista de exclusão”, finalizou Gleisi.

Com informações de Assessoria de Imprensa.

Leia o resumo da notícia

- A deputada federal Gleisi Hoffmann criticou a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e responsabilizou Flávio e Eduardo Bolsonaro por pressionarem o governo norte-americano, afirmando que isso prejudica empresas, empregos e a soberania nacional.

- Segundo Gleisi, a medida pode afetar fortemente a economia do Paraná, que exporta cerca de US$ 1,5 bilhão por ano para os EUA. O setor madeireiro, responsável por cerca de 40% das exportações paranaenses ao mercado norte-americano e por 38 mil empregos, está entre os mais impactados.

- A parlamentar afirmou que o governo Lula negocia a exclusão de produtos como madeira serrada e móveis da tarifa, busca novos mercados para as exportações e prepara apoio às empresas afetadas por meio do Plano Brasil Soberano, com R$ 45 bilhões em financiamento e medidas de proteção ao emprego.

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