Paranaense escapa de avalanche que deixou feridos no Everest e continua aventura
"Colapsou muito próximo da gente, mas ninguém morreu", revelou Gustavo Cordoni

O sonho de alcançar o topo do Monte Everest ganhou contornos dramáticos para o jovem paranaense Gustavo Cordoni nos últimos dias. Em meio à expedição, ele escapou por pouco de uma avalanche registrada na perigosa Cascata de Gelo do Khumbu, uma das etapas mais críticas da subida.
Em vídeos registrados durante a jornada, Gustavo relatou o momento de tensão vivido pela equipe. Segundo ele, um bloco de gelo, conhecido como “serac”, desabou muito próximo do grupo durante a travessia.
“Se a gente tivesse ficado cinco minutos para trás, teria acertado a gente”
O incidente ocorreu na manhã da última terça-feira (5) e deixou dois montanhistas feridos. Um nepalês e um alpinista indiano chegaram a ficar parcialmente soterrados, mas foram resgatados rapidamente por outros integrantes.
Os dois foram encaminhados de helicóptero para atendimento médico em Katmandu. Ambos permanecem em estado estável, de acordo com o site Everest Today. As informações são da Banda B, parceiro do Portal aRede.
Avanço na montanha mesmo após susto
Apesar do risco, o paranaense segue com o cronograma da expedição. Após cerca de sete horas de deslocamento em condições extremas, ele chegou ao Campo 1. Durante o percurso, foi necessário o uso de escadas sobre fendas profundas e a instabilidade do gelo.
Em seguida, Gustavo avança até o Campo 2, a aproximadamente 6.500 metros de altitude, onde segue em fase de aclimatação. A estratégia é essencial para que o corpo se adapte à baixa concentração de oxigênio antes da tentativa final de cume.
“A montanha é dura, ela sempre tem a última palavra” afirmou Gustavo em um dos relatos.
Etapas antes da tentativa de cume do Everest
O montanhista ainda deve subir até o Campo 3, na faixa dos 7 mil metros, antes de retornar ao acampamento base. Esse processo faz parte do ciclo de aclimatação, etapa obrigatória para quem pretende alcançar o topo do Everest com segurança.
A previsão inicial é que a investida final rumo ao cume aconteça na segunda quinzena de maio, dependendo das condições climáticas e do fluxo de alpinistas na montanha.
A aventura começou de forma intensa ainda na chegada ao Nepal. Gustavo foi o único integrante da equipe a conseguir pousar no Aeroporto de Lukla, considerado um dos mais perigosos do mundo, antes do fechamento devido às condições climáticas.
Projeto ambicioso
A expedição ao Everest é apenas uma parte de um plano ainda mais ousado. Gustavo Cordoni pretende escalar as 14 montanhas mais altas do planeta, um desafio conhecido no montanhismo mundial.
Antes de chegar ao Everest, ele já havia concluído com sucesso a escalada do Lobuche Peak, montanha com mais de 6 mil metros de altitude, utilizada como preparação para o desafio principal.





















