Burnout silencioso: 6 sinais de que o trabalho está afetando a saúde mental | aRede
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Burnout silencioso: 6 sinais de que o trabalho está afetando a saúde mental

Psicóloga explica que o burnout é uma condição relacionada ao estresse crônico e deve ser avaliada por um profissional

A sobrecarga relacionada ao trabalho pode vir acompanhada de dificuldade para dormir, dores de cabeça e tensão muscular
A sobrecarga relacionada ao trabalho pode vir acompanhada de dificuldade para dormir, dores de cabeça e tensão muscular -

Publicado por Mariele Zanin

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A conexão entre o trabalho e o bem-estar mental nunca foi tão discutida. Sob a pressão por metas, sobrecarga de tarefas e jornadas extenuantes, diversos trabalhadores seguem desempenhando suas funções normalmente enquanto, de modo silencioso, vivenciam um crescente esgotamento emocional.

Para a Psicóloga Camila Maders, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Unopar, o burnout silencioso, diferentemente de um esgotamento muito evidente, não impede que a pessoa siga produtiva e presente no trabalho.

“Para quem está ao redor, pode parecer que está tudo bem. Internamente, porém, ela pode estar enfrentando uma sobrecarga cada vez maior. Vale destacar que nem todo cansaço ou estresse significa burnout. O burnout é uma condição relacionada ao estresse crônico no trabalho e precisa ser avaliada por um profissional de saúde”, explica.

A psicóloga aponta os seis principais sinais do burnout silencioso. Confira:

1. Cansaço constante, mesmo depois de descansar

A pessoa pode perceber que está sempre cansada, mesmo após uma noite de sono ou um fim de semana de descanso. A sensação de falta de energia pode persistir e dificultar tarefas que antes eram realizadas normalmente.

2. Irritabilidade e mudanças de humor

Pequenas situações do trabalho podem começar a provocar reações desproporcionais, impaciência ou irritação. A pessoa também pode perceber que está menos tolerante com colegas, familiares ou amigos.

3. Dificuldade de concentração

Esquecer compromissos, perder o foco durante reuniões, cometer erros simples ou precisar reler várias vezes uma mesma informação podem ser sinais de que a sobrecarga está afetando a atenção.

4. Perda de motivação e distanciamento do trabalho

Atividades que antes despertavam interesse podem passar a ser encaradas apenas como obrigação. Também pode surgir uma sensação de indiferença, afastamento emocional ou falta de satisfação com o trabalho.

5. Dificuldade para “desligar” depois do expediente

Mesmo longe do trabalho, a pessoa continua pensando em tarefas, problemas, mensagens e prazos. A dificuldade de estabelecer limites entre vida profissional e pessoal pode impedir que o organismo tenha momentos reais de recuperação.

6. Alterações no sono e no bem-estar físico

A sobrecarga relacionada ao trabalho pode vir acompanhada de dificuldade para dormir, sono pouco reparador, dores de cabeça, tensão muscular e outros sintomas físicos. Esses sinais não devem ser automaticamente atribuídos ao burnout, mas merecem atenção quando aparecem de forma persistente.

Por fim, a psicóloga afirma que o burnout não deve ser encarado simplesmente como falta de disposição ou uma fase de maior cansaço. “Quando sinais físicos e emocionais persistem e começam a interferir na rotina, nos relacionamentos ou no desempenho profissional, é importante buscar avaliação e orientação de um profissional de saúde. O diagnóstico não deve ser feito apenas a partir de uma lista de sintomas, mas sim a partir de um psicólogo ou psiquiatra”, destaca.

Com informações das assessorias.

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