Mansão Villa Hilda completa 100 anos como símbolo da história de Ponta Grossa
Casarão que já foi residência, pensionato e biblioteca hoje abriga o Museu Municipal Aristides Spósito

A Mansão Villa Hilda, um dos imóveis mais conhecidos de Ponta Grossa, completa 100 anos de existência nesta semana. Construído em uma época em que a região ainda era cercada por mata e ficava distante do centro da cidade, o casarão acompanhou diferentes momentos do desenvolvimento do município e hoje abriga o Museu Municipal Aristides Spósito.
Segundo o gerente do museu, Vinícius Alves, quando a mansão foi construída, a realidade ao redor era muito diferente da atual. “Tudo isso aqui que a gente conhece em volta da mansão era mata, era longe. Diziam a família, os amigos: ‘Mas era um louco de construir uma casa num lugar desse’. Quem diria que hoje seria o centro da cidade”, conta.
Ao longo de um século, a Villa Hilda acompanhou o crescimento de Ponta Grossa e esteve ligada a personagens importantes da história local. A casa pertenceu à família Thielen, ligada ao desenvolvimento econômico da cidade e à antiga Cervejaria Adriática.
“Essa casa acompanha todo o crescimento, o desenvolvimento, os anos se passando. Ela faz parte por conta da família que morava aqui, a família Thielen, o seu Alberto, dono da Adriática, uma das maiores empresas daquela época, que desenvolve muito a parte central, econômica também”, explica Vinícius.
Depois de funcionar como residência da família, a mansão passou por diferentes fases. O espaço chegou a ser ocupado por freiras, funcionou como pensionato, biblioteca pública e também sediou órgãos municipais.
Em 2023, o imóvel ganhou uma nova função. A mansão passou a abrigar o Museu Municipal Aristides Spósito, com o objetivo de preservar a história e o patrimônio da cidade. “Hoje as pessoas que vêm aqui encontram muita história, beleza, não só a história da família em si, que muitas pessoas acabam não conhecendo, mas histórias da cidade mesmo”, afirma.
Além da história, a própria arquitetura é um dos atrativos. “Encontra uma riqueza cultural gigantesca, questão arquitetônica também, então muitas referências. É uma experiência incrível, profunda para quem é um apaixonado por arte”, completa.
Apesar de a mansão ter sido residência da família Thielen, os objetos atualmente expostos no interior do imóvel não pertenciam originalmente à família. “Todos eles são acervos do antigo museu, época do seu Aristides Spósito, tanto é que ele que leva o nome hoje do nosso museu”, esclarece.
A Villa Hilda também é conhecida por uma história que desperta a curiosidade dos visitantes: a lenda do fantasma. Segundo Vinícius, o assunto representa grande parte da visitação. “Muitas pessoas vêm aqui querendo saber quando surgiu essa lenda, por quê, se é verdade, se é mentira, como é que funciona”, conta.
A história ganhou repercussão em 1999, após a publicação de uma imagem em uma revista. Hoje, o museu mantém um espaço dedicado à lenda e já recebeu grupos interessados em investigar os supostos fenômenos.
“Já tivemos visitas dos caça-fantasmas aqui, com toda aquela aparelhagem deles, e captaram os sinais. E aí fica a pergunta e o convite a quem quiser vir descobrir, conhecer, se tem fantasmas ou não”, brinca.
A Mansão Villa Hilda funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 20h, e aos sábados, das 10h às 16h. A programação especial de aniversário também é um convite para que moradores e visitantes conheçam de perto um patrimônio que atravessou diferentes gerações.
Programação:
11/09 – 19h
Balé Céu das Artes
Grupo de Violão do Conservatório
Grupo de Flautas
12/09 – 17h30
Coral do Conservatório



