Agosto Dourado reforça importância da amamentação para a saúde dos bebês
Enfermeiras reforçam os benefícios do leite materno e destacam a rede de apoio às mães

O aleitamento materno é considerado fundamental para a saúde e o desenvolvimento dos bebês, especialmente nos primeiros meses de vida. Durante o Agosto Dourado, campanha que incentiva e conscientiza sobre a importância da amamentação, profissionais reforçam que o processo, apesar de natural, também envolve aprendizado, desafios e a necessidade de uma rede de apoio.
Segundo a enfermeira gestora da maternidadeda da Santa Casa, Carla Simone Cunhoski, o leite materno contribui diretamente para a imunidade do recém-nascido. “Para o bebezinho recém-nascido, a importância é na imunidade do bebê. O bebezinho fica mais saudável. O leite materno já está pronto, na temperatura certa, na quantidade certa. Ele tem toda a parte da imunidade da mãe também”, conta.
Outro ponto destacado pelas profissionais é a amamentação em livre demanda. Isso significa que o bebê deve mamar de acordo com sua necessidade, sem a obrigatoriedade de seguir horários rígidos.
Entre as principais dificuldades enfrentadas pelas mães está a pega incorreta do bebê durante a amamentação. A enfermeira gestora da UTI Neonatal, Lucieli Maneira, explica que esse problema pode provocar dores e lesões e contribuir para o desmame precoce. “Uma das dificuldades é a pega. Se o bebezinho não tem uma pega correta, vai acabar doendo, vai ter mais sensibilidade ali. Uma das principais causas do desmame precoce é a pega incorreta, que acaba lesionando o seio”, relata.
Para auxiliar na cicatrização, Lucieli explica que o próprio leite materno pode ser utilizado e que também existem alternativas de atendimento. “Pomada não é indicada nessa fase. Mas ela pode passar o próprio leite ali, que vai ajudar. A laserterapia também, que hoje é fornecida na unidade básica de saúde, no banco de leite, ajuda muito na cicatrização”, indica.
Na UTI Neonatal, o leite materno também tem papel fundamental, principalmente para bebês prematuros. Lucielli conta que as mães são orientadas a iniciar a ordenha já nos primeiros momentos de internação. “A gente orienta já no primeiro dia que a mãe entra na UTI a tirar o leitinho para a gente estar oferecendo para os bebês. Essa ordenha acontece à beira-leito”, conta.
A recomendação apresentada pelas profissionais é de que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses de idade, sem necessidade de água, chás ou outros complementos, salvo quando houver indicação médica. Depois desse período, inicia-se a introdução alimentar, enquanto a amamentação pode continuar até os dois anos ou mais.
Para Carla, uma das funções do Agosto Dourado é justamente mostrar às mães que amamentar nem sempre acontece de forma simples ou automática. “Na maternidade a gente vê que as pacientes romantizam muito o aleitamento. Parece que eu sou mãe e eu nasci sabendo amamentar. Não é isso. Todas as mães têm dificuldades”, completa.
Nesse processo, a participação da família também faz diferença. Pais, avós e outras pessoas próximas podem ajudar nos cuidados com o bebê e, principalmente, oferecer suporte para que a mãe não enfrente as dificuldades sozinha.
Lucielli destaca que existem diferentes locais onde as mulheres podem buscar orientação e apoio, tanto durante a internação quanto após a alta. “Não desistam. Tem várias redes de apoio e vários lugares onde elas podem estar buscando esse tipo de ajuda. Na Santa Casa, a gente tem uma equipe especializada. Depois, nos postos de saúde e no banco de leite, também tem todo um auxílio”, finaliza.
O Agosto Dourado recebe esse nome justamente em referência ao valor do leite materno, considerado pelas profissionais uma verdadeira riqueza para o bebê. Mais do que incentivar a amamentação, a campanha também reforça que informação, acolhimento e apoio são fundamentais para que mães e bebês possam vivenciar esse período com mais segurança e tranquilidade.





















