Alunos de Imbaú viram agentes e artistas na luta contra a dengue
Fantasia de mosquito, textos autorais, fotos e cartazes, por meio da videoaula do Vamos Ler e Unimed Ponta Grossa, uniram o quinto ano A da Escola João Rodrigues dos Santos na prevenção da doença transmitida pelo Aedes aegypti

O quinto ano A da Escola Municipal João Rodrigues dos Santos, em Imbaú, da professora Verli Antunes dos Santos Teixeira, desenvolveu um projeto de prevenção e combate à dengue a partir de uma videoaula do Vamos Ler – Geração Digital em parceria com a Unimed Ponta Grossa. A docente explica que os estudantes uniram teoria e criatividade para conscientizar a comunidade escolar sobre os perigos da doença e os cuidados preventivos.
Como parte das atividades práticas, a educadora conta que as crianças usaram a imaginação: um aluno deu vida ao mosquito Aedes aegypti vestindo uma fantasia. A dinâmica ilustrou, de forma divertida, como identificar o transmissor, com suas listras brancas, e como combater a proliferação eliminando criadouros de água parada. "Gostei muito de usar a fantasia porque deu para entender bem como o mosquito se esconde no nosso quintal e o que a gente precisa fazer para ele não nascer", comentou um dos alunos participantes.
Verli detalha que, a partir dessa imersão lúdica, a turma desenvolveu quatro grandes frentes de ação prática. Na primeira, os alunos transformaram suas experiências em textos autorais, como crônicas e poemas, descrevendo a rotina de cuidados de suas famílias. A atividade estimulou a escrita ao desafiar os estudantes a responderem como identificam possíveis focos em casa e como engajar os vizinhos, e os textos resultaram em um mural coletivo na escola.
GALERIA DE FOTOS
"Celulares viraram ferramentas de fiscalização ambiental. Em uma atividade de campo, os alunos buscaram registros visuais do perigo e da prevenção. Eles fotografaram o contraste do cotidiano: o 'bom exemplo', com pratos de vasos com areia, e o 'ponto de atenção', com calhas entupidas e pneus expostos", relata a professora.
A docente descreve que, como repórteres, as crianças gravaram vídeos curtos informativos para a comunidade. Com roteiros simples sobre os sintomas da dengue e formas de evitar o mosquito, a ação estimulou a oralidade e gerou conteúdos compartilhados nas redes sociais para alertar a comunidade.
"A criatividade visual fechou o ciclo. Divididos entre o papel e as telas, os alunos confeccionaram cartazes utilizando cartolinas e desenhos manuais, além de ferramentas digitais de design. Cada peça trouxe slogans marcantes e dicas rápidas de prevenção, colorindo os corredores da escola", conclui a educadora.
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