Crianças se tornam pequenos agricultores em Carambeí
Projeto no Infantil 4 surgiu da curiosidade e encantamento dos alunos da Escola Evangélica de Carambeí ao verem o nascimento de um feijão.
Projeto no Infantil 4 surgiu da curiosidade e encantamento dos alunos da Escola Evangélica de Carambeí ao verem o nascimento de um feijão.
O Infantil 4 matutino da Escola Evangélica de Carambeí pôde desenvolver um projeto denominado ‘Pequenos agricultores’. A professora da turma, Natali de Fátima dos Santos, explica que o trabalho surgiu através de uma indagação realizada pelas crianças sobre como nasce o feijão.
“Após terem realizado uma gincana no parque da escola, derrubaram acidentalmente alguns grãos de feijão na grama. Alguns dias depois o feijão começou a brotar. As crianças ficaram encantadas. Foi decido então que todos iriam semear feijão. Entretanto, os feijões que foram semeados com tanto carinho, não cresceram”, aponta a professora.
Conforme explica Natali, os alunos ficaram decepcionadas e se questionavam ‘por que os feijões não cresceram?’. Foi então que a docente teve a ideia de iniciar o projeto, buscando a importância de cuidar do cultivo de várias culturas além do feijão. “As atividades do projeto foram pensadas considerando a necessidade de construir elos entre as crianças e a natureza, já que atualmente há uma excessiva valorização de tudo o que é artificial”, comenta a docente.
Os trabalhos buscam possibilitar o contato das crianças com a terra e a relevância para a sociedade. Para dar sequência ao projeto, houve o cultivo de verduras e legumes – com todo o processo de preparação, como limpeza da terra, revirando a terra e plantando sua muda. Tudo foi feita em duplas e cada uma delas tinha a responsabilidade de regar as plantas durante dias determinados na semana.
“A partir desse trabalho outras questões foram surgindo, como por exemplo, a importância do clima no que se refere ao cultivo. No primeiro mês o clima foi muito favorável para o plantio, já que fez sol e choveu de maneira intercalada. No mês seguinte, choveu de forma muito intensa e constante e as crianças perceberam que o espinafre, que foi plantado no mês chuvoso, não cresceu”, explana a professora.
Ainda dentro do projeto, houve a construção de uma mini composteira. Natali explica que isso ajudou na compreensão da importância das minhocas para a qualidade da terra, as camadas da terra e os motivos que levam a adubar o solo, além da compreensão de conceitos básicos acerca da decomposição de materiais orgânicos.
Passeio
Para complementar a atividade, os estudantes fizeram uma ‘aula-passeio’ no Colégio Agrícola Estadual Augusto Ribas em Ponta Grossa. No local, conheceram o cultivo de legumes e veduras em grande escala. “A visita ao colégio foi mediada pelo professor e diretor da instituição Jail Bueno, que explicou para as crianças todas as atividades necessárias para um bom cultivo”, complementa a docente.
Ferramentas, insumos, semanas, processo de irrigação, colheita de cenoura, beterraba e repolho também fizeram parte da visita. No final, houve uma prática onde as crianças puderam escolher o tipo de semente para semear. Conforme explica Natali, isso contribuiu para a apreciação e amor à terra por parte das crianças, com o contato direto com ela.
“A emoção de ver aquela mudinha crescendo as encanta. Percebe-se, então, que a possibilidade de cuidar desse lugar possibilita o encontro com aquilo que verdadeiramente importa para cada uma delas e para a turma como um todo e, por isso, as mantêm interessadas”, conclui Natali. Para conferir a galeria de fotos completa e outras produções da Educação Infantil da Escola Evangélica de Carambeí, acesse o blog escolar da instituição de ensino. Clique aqui.





















